Colunistas

avatar
Anne Francis Costa

Refém das emoções? O corpo é que paga

Psicóloga Clínica – Terapia Cognitiva Comportamental
CRP nº 04/56392
Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri).
A terapia busca tratar problemas psicológicos, emocionais e comportamentais.
Ela pode trazer enormes benefícios para o paciente: segurança nas decisões,
aumento da autoestima, autoconhecimento, desenvolvimento pessoal,
tolerância à frustração, superação de conflitos internos, superação de traumas
e abusos, motivação, melhora os relacionamentos interpessoais.

A depressão e suas associações

Enviado por: 25/10/2019

A depressão costuma vir acompanhada de outros transtornos mentais ou de doenças físicas.

E na nossa trajetória de vida guardamos várias experiências físicas, mentais e espirituais e algumas formas de adoecimento pode nos acompanhar ou marcar ao longo do tempo.

No decorrer de nossa vida colecionamos vivencias alegres, felizes, frustrantes e tristes. Quanto mais vivemos mais experiências acumulamos, e dessa forma pode surgir doenças físicas e mentais.

Com a subjetividade de cada ser humano, as doenças podem ocorrer com intensidade e quantidade diversa.

Devemos lutar diariamente em manter o corpo saudável, a mente em harmonia e o espírito em estado de paz, e para isso devemos ter algumas ações preventivas como: diagnósticos precoces, tratamentos assertivos, minimizar os efeitos do envelhecimento natural do organismo, retardando o aparecimento de eventuais patologias.

Quando uma pessoa é acometida por uma doença física e um quadro de depressão, observa que sua evolução clínica torna menos favorável, e um tratamento mais complexo precisa ser elaborado.

Essas situações acontecem devido a aspectos comportamentais desenvolvidos pelo paciente deprimido como: a redução da imunidade, falta da vontade de viver, falta de energia, insônia, desânimo e outros.

Os sintomas depressivos já dificultam a estabelecer e a manter a rotina saudável e compatível com a realização de um tratamento correto e eficaz.  Fica evidente pelas dificuldades que os pacientes têm em comparecer as consultas médicas, tomar as medicações necessárias, praticar atividades físicas e ter uma alimentação saúdavel. Todos esses aspectos interferem na dinâmica terapêutica, reduzindo a aderência do paciente ao tratamento e sua melhora.

Nota-se que alguns pacientes negligenciam o tratamento de maneira inconsciente devido ao estado de desânimo, desinteresse e desesperança. Mas nos casos mais graves essa situação pode ocorrer de maneira intencional, pois o paciente tende abreviar sua existência, com objetivo de cessar seu sofrimento físico, o que muitos costumam considerar uma forma disfarçada de suicídio.

Cito alguns transtornos comórbidos mais frequentes, da complexa relação entre a depressão e os transtornos que a ela costuma se associar: transtornos de ansiedade, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) , fobia social, transtorno do pânico, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) , transtorno de personalidade borderline, uso de drogas, dor crônica, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, vírus da imunodeficiência humana (HIV) , câncer, doenças cardiovasculares, insônia crônica.

Você não está bem? Não se esconda, a dor é real, procure ajuda.

 

Referência bibliográfica:
Silva, Ana Beatriz Barbosa
Mentes depressivas, as três dimensões da doença do século.
1 ed. São Paulo: Pricipium, 2016.

Comentários...