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Anne Francis Costa

Refém das emoções? O corpo é que paga

Psicóloga Clínica – Terapia Cognitiva Comportamental
CRP nº 04/56392
Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri).
A terapia busca tratar problemas psicológicos, emocionais e comportamentais.
Ela pode trazer enormes benefícios para o paciente: segurança nas decisões,
aumento da autoestima, autoconhecimento, desenvolvimento pessoal,
tolerância à frustração, superação de conflitos internos, superação de traumas
e abusos, motivação, melhora os relacionamentos interpessoais.

Ansiedade

Enviado por: 03/12/2019

Ansiedade é um sinal que nos alerta e permite ao individuo a se atentar por um perigo e adotar as medidas necessárias para lidar com ele. A ansiedade é composta por sintomas físicos, pensamentos disfuncionais e alterações de comportamento. Ela está presente no desenvolvimento normal, nas mudanças e experiências novas. É um sentimento útil, sem ela estaríamos vulneráveis, porém é desagradável, pois traz apreensão, tensão, desconforto, que antecede a um perigo de algo desconhecido ou estranho.

Para diferenciar a ansiedade normal de uma patológica deve avaliar se a reação ansiosa é de curta duração e autolimitada. A ansiedade normal é desagradável acompanhada por várias sensações físicas:  como um aperto no tórax, palpitações, tensão muscular, diarreia, taquicardia, desconforto digestivo, sudorese excessiva, cefaleia, inquietação, etc.

A ansiedade patológica paralisa o indivíduo, traz prejuízo ao seu bem-estar e ao seu desempenho, e não permite que se prepare e enfrente as situações ameaçadoras. O indivíduo reconhece que é difícil controlar as preocupações, é impaciente, tem cansaço fácil, dificuldade de concentração, fica irritado, e tem distúrbio do sono. Ela se torna um transtorno patológico a partir de uma emoção de desconforto, apresentando intensidade, persistência, preocupações irrealistas ou excessivas de longa duração. Essa ansiedade patológica é complicada de ser controlada e resulta em desconforto com grave comprometimento social ou ocupacional.

Não há como estabelecer uma causa específica ao transtorno de ansiedade, porém existe uma ligação entre fatores genéticos e ambientais.

A ansiedade e medo são emoções que fazem parte do comportamento de todos nós. Para avaliar o sofrimento e os prejuízos que decorrem da ansiedade, é preciso que haja sofrimento ou prejuízo no funcionamento social, profissional, familiar da vida do individuo.  O medo consiste numa reação de defesa, frente a um objeto presente, enquanto a ansiedade representa na sua estrutura um perigo, é vago, incerto, misterioso e doloroso.

O sexo feminino é o mais acometido pela ansiedade do que o masculino.

É difícil determinar a idade de início dos sintomas da ansiedade patológica, pois a maioria das pessoas não sabe precisar quando iniciou. Algumas admitem que foram no início da adolescência ou quando se tornaram adultos jovens, e alguns casos acontecem mais tarde após eventos estressantes.

Existem alguns transtornos que estão associados ao transtorno de ansiedade que são: fobia social, fobia especifica, transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, agorafobia, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno obsessivo- compulsivo.

Parte do tratamento é a psicoeducação, onde o paciente pode entender que tem um problema de saúde real e tratável.  Esse tratamento pode ser feito através da terapia onde consiste em forçar uma mudança na maneira de perceber e raciocinar sobre o ambiente, e sobre o que causa a ansiedade e mudanças no comportamento do ansioso. Partindo do pressuposto que mais atenção se der a esse comportamento alterado maior será a chance de reforça-lo e amplia-lo. Se for feito de forma contrária, mantendo-se a calma e retirando a atenção do comportamento ansioso, ele tende a se extinguir.

A ansiedade deve ser considerada como uma forma de alarme aos perigos que a espécie humana enfrenta ao longo da sua historia evolutiva. Reconhece-se que hoje podem constituir transtornos bastante frequentes, causando sofrimento e distúrbio ao individuo. A identificação precoce dos transtornos de ansiedade pode evitar repercussões negativas na vida.

A terapia é um dos caminhos. Procure ajuda de um profissional.

Referencias bibliográficas:

NARDI, Antônio Egídio; MENDLOWICZ, Mauro; FIGUEIRA, Ivan; ANDRADE, Yasmin, CAMISÃO, Carlos; MARQUES, Carla; KINRYS, Gustavo; COSCARELLI, Pedro; VERSIANI, Márcio. Transtorno de ansiedade generalizada I questões teorias e diagnostics. I bras. Psiq. 45 (3): 173-178,1996.

Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul – Telecondutas – Transtornos De Ansiedade, Transtorno De Estresse Pós-Traumático E Transtorno Obsessivo-Compulsivo, 2017.

REGINA, Ana; RECONDO, Rogério. Transtornos de ansiedade.  Rev Bras Psiquiatr 2000;22(Supl II):20-3

SERRA, Adriano S. V. Psiquiatria clínica , 1 (2), pp. 93-104, 1980 – Artigo O que é ansiedade”.

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