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Anne Francis Costa

Refém das emoções? O corpo é que paga

Psicóloga Clínica – Terapia Cognitiva Comportamental
CRP nº 04/56392
Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri).
A terapia busca tratar problemas psicológicos, emocionais e comportamentais.
Ela pode trazer enormes benefícios para o paciente: segurança nas decisões,
aumento da autoestima, autoconhecimento, desenvolvimento pessoal,
tolerância à frustração, superação de conflitos internos, superação de traumas
e abusos, motivação, melhora os relacionamentos interpessoais.

Autoestima e baixa autoestima

Enviado por: 20/02/2020

A autoestima é a conscientização do seu valor pessoal, confiar em si mesmo, e ter amor próprio. Se sentir capaz de enfrentar os desafios da vida, expressando para si e para os outros suas necessidades e desejos. A autoestima e o amor próprio é a base para o ser humano para a cura de sofrimentos, dificuldades, evitando doenças físicas e emocionais.

A baixa autoestima manifesta em pessoas inseguras, que encara as críticas como ataques pessoais, é ansiosa, tem sentimento vago de não ser capaz devido a situações pontuais que ocorreram ao longo de suas vidas e contribuíram para impedir o saudável desenvolvimento da sua autoestima.

Pode ser considerado um sintoma de depressão, quando o indivíduo apresenta um comportamento inseguro, negativo, de insatisfação e pouco confiante de suas ações.

O que faz uma pessoa guardar seu sentimento para si próprio, se ela pode expressa-lo? Existem algumas razões como: crescer em um ambiente de pouco afeto e amor, opta em não expressar sentimentos, evitando a geração de brigas no ambiente familiar, acha que suas emoções seriam mal entendidas ou estaria magoando alguém. Guarda suas emoções e sentimentos é pode ser uma opção da pessoa, podendo gerar sofrimento e baixa autoestima.

Podemos pensar porque alguém viveria em um estado de baixa autoestima? Todo comportamento tem um propósito, e pode ser um modo de chamar a atenção para nós mesmos, ou dar a si mesmo uma desculpa para o seu próprio fracasso.

A diminuição da autoestima pode acontecer na infância, a partir de como as pessoas nos tratam, nas decepções, situações de perdas, não ser reconhecido, críticas, culpa, abandono, rejeição, carência, frustração, vergonha, timidez, insegurança, medo, humilhação, não se permitir errar, dúvidas constantes, raiva e outros.

A pessoa com baixa autoestima culpa os outros pelos seus problemas, teme correr riscos, tem tendência a ser negativa, propensa a depressão, incapaz de realizar nada, não permite errar, não consegue dizer não, tem necessidade de aprovação, agradar e ser reconhecida, torna-se dependente de relações doentias (sujeitando a qualquer tipo de relação destrutivas).

A autoestima influencia na escolha dos relacionamentos. As pessoas com elevada autoestima tende a buscar pessoas com a mesma característica, gerando relacionamentos saudáveis, já a de baixa autoestima tende a atrair relacionamentos destrutivos, dolorosos, abusivos. Os relacionamentos acabam não dando certo. As pessoas de baixa autoestima tem tendência a abuso do álcool, drogas, fumo e geralmente estão acima do peso.

A maioria das vezes as pessoas não tem consciência do porque age dessa maneira, apenas sentem o sofrimento expressando em forma de angústia, dor no peito, choro, vazio, agressividade, depressão, punição e doenças.

Como vencer este problema? O autoconhecimento de nós mesmos é fundamental para estabelecermos uma autoestima saudável. A autoestima é o resultado de tudo que acreditamos ser. E a elevação da autoestima é um processo gradativo, que irá exigir um trabalho árduo e de conscientização.

É necessário confiar em nós mesmos, respeitar os seus limites, reconhecer seus valores, expressar os sentimentos sem medo, sentir-se capaz, tornar independente da aprovação dos outros, identificar as qualidades e não somente os defeitos, aprender com experiências passadas, reconhecer que merece ser amado e especial. Fazer algo que te deixe feliz como: dançar, praticar esportes, ler, estudar, ouvir música, e outros, ajuda na elevação da autoestima.

Existem alguns benefícios para que a autoestima se torne elevada: sentir-se a vontade em oferecer e receber afetos, diminuição da ansiedade e insegurança, a necessidade da aprovação diminua de si e dos outros, autoconfiança elevada, satisfação pessoal, paz interior, relações saudáveis.

Construa o seu amor próprio e ame-se.

Lembre-se a pessoa mais especial e importante no mundo é você. Se você quiser parar de sofrer, está na hora de começar a mudar, nunca é tarde para as mudanças.

Você precisa construir seu amor próprio, passe a se amar mais, e se não consegue sozinho, busque ajuda sempre de um profissional adequado.

 

Referência bibliográfica:

http://saudeemocionalepsiquica.blogspot.com.br/2011/08/auto-estima.html

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