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Darah Gomes

Colorindo Vidas

De blog, a canal no YouTube, e coluna no V9, o Colorindo Vidas volta a trazer as principais notícias sobre o mundo da moda. Porque não se trata apenas de roupa, se trata de arte. Sobre cores e modelos que trazem significado e expressões da nossa realidade.

Moda inclusiva: Como se faz?

Enviado por: 10/01/2020

(Imagem: Gustavo Marx)

Muito se fala em moda inclusiva nos últimos anos e sobre a importância de trazer ao mercado a possibilidade de acesso a tendências de moda para um público maior. Há algum tempo, muitas lojas de departamento e grandes multimarcas no Brasil não ofereciam uma numeração que contemplasse mulheres com manequim plus size, cenário que vem mudando à medida que o tempo passa. A questão que se coloca, afinal, é motivo do mercado ter ainda poucas opções de modelos para esse público, que consiste em uma parcela considerável dos consumidores.

Um dos fatores que influencia é o fato de que, para produzir uma coleção de qualidade, é necessário que vários detalhes sejam pensados no momento da concepção e produção das peças. Uma das marcas referência é a Marcia Morais, mineira que atende todo o país e que já nasceu com o intuito de criar roupas inclusivas e de qualidade, mas sem perder de vista um estudo de tendências que ampliasse as opções para seu público. Alice Correa, gerente de marketing da marca, conta um pouco sobre as particularidades que fazem parte do processo de criação de roupas plus size: “Com certeza oferecer essa variedade de tamanhos impacta muito no processo de desenvolvimento e criação dos produtos  – desde a escolha do tecidos ao tipo de acabamento. Sempre levamos em consideração a cliente que vai usar a peça, as necessidades e o corpo dela”.

(Imagem: Gustavo Marx)

Um dos pontos mais importantes a ser pensado é o tipo de tecido utilizado. Apesar da moda plus size consistir muito em roupas feitas de malha, é possível trazer nova informação para as peças sem perder o conforto, adaptando tendências às necessidades do público, Alice explica: “a transparência está em alta, então trouxemos ela para a roupa em lugares estratégicos, usamos tecidos que têm transparência mas têm elastano. Sempre optamos por bases que têm o elastano, mesmo em tecidos planos”.

Outro ponto importante é o revestimento, que ajuda muito no caimento das peças no corpo e traz mais confiança para quem a utiliza. Uma roupa de cetim, por exemplo, que poderia gerar insegurança, ganha mais estrutura com o revestimento de entretela. Sobre esse tópico, a gerente de marketing adiciona: “a maior parte das nossas peças são forradas, mesmo que onere o custo, traz mais conforto para quem usa a roupa. Para além disso, priorizamos bases naturais porque elas dão uma sensação de frescor – por exemplo, se temos uma peça em viscose, o forro também será feito de viscose.”

E foi a necessidade de uma especialista em moda inclusiva que levou a gigante Renner até Marcia Morais. Com seu know-how extenso, ela prestou consultoria para a rede na criação de sua marca plus size. Para ela Marcia, o objetivo é claro: “Nossa missão também é quebrar certos paradigmas, estimular nosso público a utilizar coisas diferentes, com nova informação de moda.”, finaliza.

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