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Darah Gomes

In Darah

foi criado com intuito de mostrar o melhor e o pior lado da moda. Aqui você vai descobrir como o mundo fashion é importante e precisa ser discutido com urgência. Porque não se trata apenas de roupas, é arte! São cores e modelos que trazem significado e expressam nossa realidade.

Darah é jornalista e consultora de imagem & estilo. Além de colunista de moda, ela está se especializando em direção criativa de moda e mantém um site, onde dá dicas e fala sobre o mundo fashion.

Uberlândia Fashion começa 1° edição virtual apresentando coleção da La Rue

Enviado por: 07/09/2020

(Imagem: Reprodução/Instagram)

O feriado de 7 de setembro também foi marcado pelo início da primeira edição virtual do Uberlândia Fashion, evento que acontece anualmente na cidade, voltada para profissionais da moda. Neste ano, a novidade foi o Projeto Passarela, em que os ganhadores receberam ajuda para viabilizar o desenvolvimento de uma coleção. A marca ganhadora foi a La Rue, dos estilistas Waldyr Morais e Mateus Oliveira, que fizeram um desfile on-line contando com 20 looks, showroom audiovisual e muita arte.

O Uberlândia Fashion foi criado em 2019 com o objetivo de discutir e dar visibilidade para produção de moda local, dando espaço para várias marcas independentes desfilarem, além de apresentar as tendências que estão por vir. De acordo com Gabriela Reis, coordenadora do evento, a intenção é fortalecer a área fashion da cidade. “Abrimos oportunidades dentro do setor para pessoas que queiram, tanto se desenvolver na área, quanto se estruturar para começar uma marca ou projeto no ramo. Queremos fomentar a indústria da moda de forma consciente trazendo os ensinamentos de moda fashion com os princípios do fashion revolution“, afirmou.

Nesse ano, por conta da pandemia da Covid-19, a segunda edição do evento está sendo feito virtualmente. A mudança gerou novidades positivas, como a criação do Projeto Passarela, que é a primeira competição de produtores de moda do Triângulo Mineiro. “Dentro do projeto a marca selecionada é estimulada a desenvolver seus conceitos de produção de style, a sistematizar seus processos criativos, compreender as diferentes formas de produção da moda existentes no mercado, explorar suas áreas de atuação”, informou Gabriela. Participaram profissionais da moda, cabelo e maquiagem, sendo que os ganhadores receberam ajuda de quase R$1 mil para produzir um desfile.

Alguns dos vencedores do projeto que resultou no primeiro desfile virtual do Uberlândia Fashion foi a marca La Rue e o salão Preto Fosco Peluqueria, além de vários modelos. Para quem é do Triângulo Mineiro e trabalha na área de moda ou beleza, as inscrições para próxima edição do evento já foram abertas. Serão selecionados produtores de moda, hair stylist e maquiadores, que vão concorrer em equipes ao título de produção revelação.

Desfile – La Rue

Uma das marcas que nasceu e cresceu com o evento foi a La Rue, que antes nem era voltada a moda. “No começo não era uma marca, o nome seria apenas para nossa exibição com parceria de vários artistas, desde produtores musicais, até dançarinos. Até que surgiu o Uberlândia Fashion e a gente decidiu se aventurar”, contou Waldyr. O nome da empresa não foi escolhida em vão, o Mateus explicou que é uma referência ao underground, cenário que os inspira a criar. E em 2020, tendo sido ganhadores do Projeto Passarela, as roupas da LR passaram da área de exposição para as passarelas. As primeiras peças da marca começaram a ser vendidas antes do evento por meio de leilão no Instagram do Uberlândia Fashion, mas sobre o futuro, Waldyr garante que tudo depende do feedback das pessoas após o desfile.

(Imagem: Reprodução)

Antes mesmo do evento começar, Mateus já garantiu que poderíamos esperar peças com muitas cores e mensagens escritas a mão, sendo tudo completamente artesanal e causando a menor degradação possível ao meio ambiente. Ele afirmou ainda que, muitas produções foram compradas em brechós da cidade, e refeitas para dar um toque de exclusividade e representar bem o estilo da marca.

Ao som de Racionais, os modelos deixaram de lado a tradicional passarela, e apareceram em um imóvel com muros pichados e sinais de ter sido abandonado. Com isso, a marca conseguiu nos transportar para um espaço totalmente diferente do usual e fez uma crítica social apenas com detalhes, que juntos representaram muito, principalmente para comunidade negra. O destaque da representação foi além da música e cenário, o número de modelos pretos também foi um diferencial em comparação com outras marcas.

A pegada street está bem forte nessa coleção, tanto nas cores, coletes, pichações, tons militares, quanto nos acessórios, como boné e óculos. Enquanto a câmera passava pelos modelos, víamos muito além de looks. Era uma junção de Uberlândia e arte, uma representação que não costumamos ver nas vitrines, mas que chega a ser ainda mais real que elas.

Separei algumas produções que mais curti para mostrar pra vocês. Clique aqui para assistir ao desfile completo.

(Imagem: Reprodução)

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