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Família de menina de 9 anos acusa escola de negliência ao não solucionar problema de bullying

Enviado por: Augusto Ikeda 14/07/2017

Familiares de Vitória Rafaele Nunes, de 9 anos, acusam a direção da Escola Municipal Eurico Silva, no Bairro São Jorge, de negligência ao não solucionar o problema de bullying que a menina estava sofrendo no local.

Na quinta-feira da semana passada (6), a família da garota recebeu uma ligação da escola, na qual dizia que ela bateu a cabeça com um colega. Vitória foi levada até a UAI do Bairro Pampulha, mas nenhum problema foi constatado.

Só que na última segunda-feira (10), Vitória precisou retornar a UAI após sofrer uma convulsão e vomitar. Lá, foi diagnosticado que ela tinha um coágulo no cérebro, e foi encaminhada para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde passou por cirurgia. Ela permanece internada, em estado grave.

Evaldo José de Paula, o avô de Vitória, disse que a neta era vítima de bullying, após ela relatar que um colega a chamava de “preta pobre”, “cabelo de bruxa” e “tocha olímpica”. E reclamou da suposta omissão da escola no caso.

“O que eu quero saber e toda a família quer saber, segundo o que a Vitória relatou pra mim, ela ficou sentada na frente da diretoria tonta, vomitando e não foi atendida. Então, foi omissão de socorro? Eu tenho certeza que foi, são irresponsáveis”, disse.

O avô também disse que irá até as últimas consequências para provar que a neta foi vítima de agressão na escola. “Se eles têm câmeras lá, eles vão ter de mostrar. Não vai (ficar impune), não vou quietar, só se passar por cima do meu cadáver”, afirmou.

Nota da Prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal da Educação disse que lamenta o ocorrido e disse que já está apurando os fatos para tomar as medidas necessárias e está acompanhando o estado de saúde de Vitória.

Em relação ao bullying que a menina sofreu, a Secretaria reforça que sempre pede aos profissionais de educação para identificar possíveis situações de vulnerabilidade, bullying e qualquer tipo de violência no ambiente escolar. E que, além disso, oferece medidas preventivas e orientações para os alunos e suas famílias.

Já a Secretaria Municipal de Saúde informa que os exames não constataram nenhum sangramento na menina no dia do acidente, e que os profissionais de saúde orientaram a família para retornar a UAI Pampulha caso fosse observada qualquer mudança no quadro clínico de Vitória.

Quando ela retornou a unidade, as alterações foram constatadas de imediato e Vitória foi rapidamente encaminhada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.

Informações no local: Camila Rabelo

 

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