Polícia

Criança grávida após estupro do padrasto é separada da mãe pela justiça, em Prata

Enviado por: Carolina Vilela 11/07/2018

Depois de uma criança de 12 anos ser estuprada pelo padrasto e ficar grávida, na cidade de Prata, mãe e filha foram separadas a pedido do Conselho Tutelar.

O caso veio à tona no dia 21 de junho, quando Ivan Teixeira da Silva, de 45 anos, foi preso pela Polícia Militar de Prata. Ele é suspeito de estuprar a enteada quando eles voltavam de uma viagem.

Segundo a Polícia, Ivan admitiu ter abusado da criança. Nós conversamos com o tenente Rodnei Lucindo, que contou detalhes da prisão.

“A princípio ele negou. Disse que não tinha acontecido nada. Mas acabou confessando que havia praticado mesmo o ato sexual com a garota de 12 anos e ainda tentou se desculpar, dizendo que ela havia consentido. E ele está solto, infelizmente. Como o fato não estava em flagrante delito, ele foi trazido para o quartel para ser arrolado na ocorrência policial a qual foi encaminhada para o delegado. Como ele não estava em flagrante, foi liberado.”

Com o suspeito em liberdade, a mãe e a vítima foram levadas pelo Conselho Tutelar de Prata para outra cidade, depois de passarem por Ituiutaba para o exame de corpo de delito. Quando pensava estar segura com a filha, uma outra determinação tirou a menina da mãe. A criança foi levada parou uma quarta cidade e está sob os cuidados de parentes.

A mãe está revoltada. Ela diz estar sendo vítima de uma trama e teme acabar pagando por toda esta situação.

“Eu andei falando a verdade dos meus sentimentos, lógico. Aí usaram do que eu falei, da minha expressão e levaram ela, alegando que eu não estava em condições de cuidar da minha filha e que eu não queria minha filha. Não é o fato de eu não querer minha filha. Eu expliquei para eles que eu não queria. No momento eu não estava tendo forças, ou condições de pensar nas perguntas que eles estavam me fazendo. Porque até então eu só estava pensando no caso de procurar a justiça por causa dele. Mas que na cidade onde eu estou ela ia ser acompanhada pelo médico e pelo psicólogo. Eu passei pelo psicólogo. Ela ia pra lá pra ficar uns dias. Mas quando eu fui buscá-la de volta me alegaram que eu tinha que procurar juiz, porque eu aparentei não ter condições de cuidar da minha filha. Só porque eu aleguei que não queria esta gestação. Porque eu queria que o bebê fosse adotado.”

Questionada se ela teme perder a guarda da filha, ela afirma que sim. “Eu tenho medo da justiça reverter contra mim, e o bandido na verdade está solto, mas daqui a uns dias, de certo, quem vai estar presa sou eu”, afirmou a mãe.

Reportagem de Carlos Vilela

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