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Anne Francis Costa

Refém das emoções? O corpo é que paga

Psicóloga Clínica – Terapia Cognitiva Comportamental
CRP nº 04/56392
Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri).
A terapia busca tratar problemas psicológicos, emocionais e comportamentais.
Ela pode trazer enormes benefícios para o paciente: segurança nas decisões,
aumento da autoestima, autoconhecimento, desenvolvimento pessoal,
tolerância à frustração, superação de conflitos internos, superação de traumas
e abusos, motivação, melhora os relacionamentos interpessoais.

O que é procrastinar?

Enviado por: 01/07/2020

“Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. Esta frase já foi dita muitas vezes. Esse ditado popular sugere a evitação do ato de procrastinar, isto é o comportamento de adiar ou prolongar a resolução de uma situação, tarefa ou problema, deixando de fazer algo ou ainda interromper o que deveria ter concluído dentro de um prazo determinado.

Procrastinar  é simplesmente realizar outras atividades menos importantes, no lugar da pretendida. Normalmente em uma coisa mais rápida e fácil que provoque menor ansiedade.

Procrastinar também tende a favorecer estados emocionais como levados índices de ansiedade frente às avaliações, sucessão de angústias, frustrações, irritação, entre outras.

Imagine, por exemplo, que você tenha uma tarefa importante para realizar. É uma tarefa complexa, que vai demandar muito tempo ou esforço para ser concluída e, por isso, você sofre e evita iniciar os trabalhos. Você busca o momento ideal para começar, procurando um tempo em que estará disposto, descansado e inspirado – mas esse momento parece nunca chegar. Se você se identifica sinto em informar que você pode ser um procrastinador.

As pessoas tendem a protelar atividades que consideram desagradáveis ou as quais não se julgam boas o suficiente para realizar.

Compreende a procrastinação como um fenômeno que atua de modo voluntário e envolve o comportamento de transferir para outro momento, ações, atitudes ou compromissos relevantes, mesmo tendo em vista a possibilidade de ocorrer um desempenho insatisfatório ou um resultado negativo ou ambos.

Esse é um comportamento comum, que gera atrasos, preocupação, prejuízos à qualidade do que nos propomos a fazer, valendo tanto para a vida pessoal quanto para o ambiente de trabalho. A procrastinação é um mal que pode afetar e afeta  a produtividade .

Existem alguns diferentes tipos de procrastinadores e não importa em qual categoria você se encaixa, com algumas mudanças de comportamento, é possível vencer a procrastinação e aumentar sua produtividade.

Conheça os cinco principais tipos de procrastinadores :

  • O perfeccionista está preocupado com a qualidade do trabalho em primeiro lugar. Na ânsia de entregar um material à prova de falhas, o indivíduo acaba se prolongando demais no processo, revisando diversas vezes e fazendo mudanças sucessivas.

·         O impostor  é o que centraliza a carga de trabalho, assumindo diversas responsabilidades, muitas além do que consegue realizar. Acaba monopolizando o excesso de trabalho como uma maneira de provar para os outros que é responsável, buscando a imagem de que é alguém confiável para executar várias tarefas de uma vez.

·         O medroso   é aquele que evita a tarefa porque considera seu trabalho desagradável, chato. Evita lidar com a situação de frente e transformar a sua realidade para melhor. Esconde de suas responsabilidades e vive fugindo das tarefas cotidianas, ainda que elas sejam fáceis ou simples.

·         O sobrecarregado têm muitas tarefas para realizar e, com isso, a sobrecarga acaba sendo um obstáculo para a produtividade. Ele assume o excesso de trabalho não para impressionar ou para passar uma boa impressão, mas sim porque, de fato, tem uma grande responsabilidade dentro da organização.

·         O feliz  é o que tem menos dificuldade em navegar pelo estilo de vida estressante que a procrastinação traz. Parece até feliz em trabalhar sob pressão. Essa pessoa deixa tudo para a última hora de propósito, pois acredita que terá melhores resultados se for adicionada uma dose extra de estresse à realização daquela tarefa.

E como parar de procrastinar ?  Algumas dicas para você:  estabeleça pequenas metas, cuide do emocional , procure a raiz do problema, seja generoso com seu futuro “eu” , preveja o imprevisto, não exija demais de você mesmo, remova as distrações, use e abuse da tecnologia, aprenda com quem sabe.

A procrastinação faz parte da rotina das pessoas e é uma vilã para a produtividade. O comportamento leva a pessoa adiar o início de uma tarefa ou prolongar sua execução. Os motivos são muitos, desde a insegurança com o seu próprio trabalho ao tédio de ter que realizar uma tarefa desagradável ou entediante.

Esse comportamento tem consequências sociais e também para a saúde do procrastinador, que vive sob uma carga de estresse exagerada pelo prazo cada vez mais curto.

A solução para o problema só vai vir do autoconhecimento, através do qual a pessoa precisa avaliar qual a raiz do problema que a está fazendo procrastinar.

Com as dicas, você pode identificar que tipo de procrastinador você é.  E pode trabalhar para eliminar esse hábito tão prejudicial de uma vez por todas.

Referências Bibliográficas:

BRITO, Fernanda de Souza; BAKOS, Daniela Di Giorgio Schneider. Procrastinação e terapia cognitivo-comportamental: uma revisão integrativa. Rev. bras.ter. cogn.,  Rio de Janeiro ,  v. 9, n. 1, p. 34-41, jun.  2013 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872013000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  30  jun.  2020.  http://dx.doi.org/10.5935/1808-5687.20130006.

SAMPAIO, Rita Karina Nobre; BARIANI, Isabel Cristina.  Procrastinação Ativa: evidências de validade fatorial e consistência interna. Psico-USF, Bragança Paulista, v. 19, n. 2, p. 345-354, maio/agosto 2014 345 Disponível em www.scielo.br http://dx.doi.org/10.1590/1413-82712014019002008 Escala de Procrastinação Ativa: evidências de validade fatorial e consistência interna. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

BRITO, Fernanda de Souza;  BAKOS, Daniela Di Giorgio Schneider. Procrastinação e terapia cognitivo comportamental: uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas 2013•9(1)•pp.34-41

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