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Corinthians passa sufoco, mas bate Retrô nos pênaltis e avança na Copa do Brasil

Enviado por: Redação V9 27/03/2021

O Corinthians sofreu bastante nesta sexta-feira, mas está na terceira fase da Copa do Brasil. Venceu o Retrô, time de Pernambuco que tem apenas cinco anos de existência e era estreante na competição, por 5 a 3 nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Outro fator positivo: a classificação garante ao endividado Corinthians R$ 1,7 milhão em premiação a ser paga pela CBF.

Com mando do Corinthians, o jogo foi realizado em Saquarema (RJ) porque as partidas de futebol estão proibidas em São Paulo por causa do agravamento da pandemia.

Tanto o presidente como o técnico do Retrô haviam dito que o time não teria medo do Corinthians. E, de fato, não teve. Bem armado, com organização bem melhor do que o time de Vagner Mancini, a equipe pernambucana não se limitou a tentar segurar o adversário.

No horroroso gramado do Estádio Elcyr Resende, se é que se pode chamar aquilo de gramado, o Retrô procurou fazer seu jogo e atacar o Corinthians. Ainda que tecnicamente inferior mostrou muito mais coragem e determinação e foi melhor no primeiro tempo, não apenas por ter maior posse de bola (69% a 31%), mesmo porque isso é relativo, mas por ter se proposto a jogar.

Pena, para os pernambucanos, que a melhor chance que teve, aos 16 minutos do primeiro tempo, Gelson recebeu um bolão na frente de Cássio, mas se precipitou em bateu por cima do gol.

O Corinthians, a rigor, teve uma chance na etapa. E foi fatal. Otero, até então apagado, acertou bela cobrança de falta e fez 1 a 0. “A gente tem que concentrar bastante porque às vezes o jogo não flui, mas uma bola parada define o jogo e é muito importante”, disse o jogador no intervalo.

Mas o fato é que o segundo tempo também teve o Retrô melhor em campo. O time, porém, sofre de um mal cada vez mais comum no futebol brasileiro: a dificuldade de finalizar as jogadas. Assim, perdeu algumas boas chances e, embora concluísse bem mais do que o Corinthians, não acertava o alvo.

O time paulista vivia dos chutes e dos lances a partir de bola parada de Otero. Pouco para quem é time grande.

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