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Bebê nasce morto após médico ter ouvido batimentos cardíacos da criança e família pede resposta

Enviado por: Redação V9 17/07/2019

 

Cartão da Gestante da mãe da criança sobre o pré-natal (Imagem: Rodrigo Fernandes/ TV Vitoriosa)

Uma gestante perdeu a filha durante o parto no Hospital Municipal de Uberlândia e agora a família pede por resposta sobre o que causou o óbito. Segundo o pai da criança, os médicos do hospital disseram pra ele que a menina já estava morta na barriga há três ou quatro dias. O que a família estranhou foi que, antes de ser transferida para o hospital, a gestante passou pela Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF), onde o doutor afirmou ter ouvido os batimentos cardíacos da criança.

A família já tinha arrumado tudo para a chegada da bebê. (Imagem: Rodrigo Fernandes/ TV Vitoriosa)

As contrações da mãe, Amanda Santos de Oliveira, 21 anos, começaram na sexta-feira, 12. Ela foi levada para UBSF do Bairro Luizote, onde o médico afirmou que tinha ouvido os batimentos cardíacos da criança e tudo estava normal. Logo depois a encaminharam para o Hospital Municipal, onde o parto foi feito e constataram que a criança havia nascido morta. Para o pai da menina, Paulo César, a equipe do hospital informou que a criança já estava morta há três ou quatro dias na barriga da mãe.

Amanda afirmou a nossa equipe que fez todo o pré-natal e ultrassonografias necessárias durante a gestação e nada de anormal foi constatado. “Desde o começo ele [o médico] sempre me passou que eu estava bem e que o meu parto ia ser normal, mas não estava bem, eu sempre me queixava de contrações, pressão alta, tontura, eu falava tudo pra ele e me mandavam voltar pra casa e relaxar que tudo daria certo”, explica.

Em lágrimas, Amanda contou também que tem medo de perder o útero. “Eles não fizeram procedimento nenhum em mim de limpeza do útero. Eu estou em casa, mas sei que corro risco de vida. Além da perda tão grande que eu tenho que conviver, a enfermeira falou que eu posso perder meu útero e não ter mais filhos”, conta a jovem.

Por conta das divergências do que foi dito pelos médicos da UBSF e do Hospital Municipal, a família pede esclarecimentos sobre o que realmente causou a morte da bebê.

Nossa equipe entrou em contato com a Prefeitura de Uberlândia, mas até o momento não obteve resposta.

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