Polícia

Mentiu para a PM: Morador de casa onde tatuador foi morto conhecia a vítima

Enviado por: Redação V9 27/06/2020

A Polícia Militar (PM) de Uberlândia identificou contradições nas informações fornecidas por um morador da Rua Osório José da Cunha, no Bairro Brasil, em Uberlândia, local onde ocorreu o assassinato do tatuador Marco Túlio Fernandes Silva, de 26 anos. O crime foi registrado na noite desta quinta-feira, 25, quando a vítima conhecida como Dudu, teria sido contratada para fazer uma tatuagem.

No entanto, em diligências e coleta de depoimentos do morador, jovem de 24 anos, os militares identificaram que ele mentiu sobre várias situações. Ele informou que conheceu Marco Túlio pela internet e contratou o serviço de tatuagem para um amigo, mas na verdade, eles moravam juntos na casa onde tudo aconteceu.

Nos depoimentos seguintes, o morador disse que já havia sido tatuado pela vítima e a contratou em nome de um amigo. O rapaz a ser tatuado, de 21 anos, relatou que também não conhecia a vítima e que só estava tatuando o braço com ele por indicação.

O morador também informou que em determinado momento o dono da casa havia pedido a namorada para comprar um lanche por aplicativo e mandado entregar em sua residência. No momento em que o entregador chegou ao local e o morador pegava com o motoboy o lanche solicitado, um dos autores passou por suas costas e invadiu a residência e efetuou aproximadamente cinco disparos. Após o fato, autor e um comparsa montaram em bicicletas e fugiram do local.

Como a história repassada pelos dois estava desconexa e ambos afirmaram que a namorada do morador da casa era quem havia solicitado o lanche, os policiais foram até o comércio onde fora realizado o pedido situado à avenida suíça, Bairro Tibery, porém estava fechado.

Na casa da namorada, os militares perceberam que ela estava bastante nervosa e começou a tremer bastante. Ela chorou quando os militares pediram para contar o que realmente aconteceu. A jovem de 19 anos confessou que Marco Tulio morava com o namorado dela há um mês.

Os celulares dela, do namorado, do jovem que era tatuado e de um quarto envolvido foram recolhidos para inspeção. Este quarto envolvido teria dispensado um material, que seria a arma usada no crime, na lixeira perto da residência, e avisou a todos. O caminhão de lixo levou a embalagem. Na casa dele, uma pistola calibre 9 mm foi achada com um carregador e cinco munições intactas escondidas debaixo do banco do passageiro de um veículo na garagem.

Segundo consta no boletim policial, eles conversaram sobre o crime.

Consta no boletim que as informações coletadas pelos militares levam a crer que morador, responsável pelo imóvel, tinha conhecimento do crime e também conhecia os dois autores. Ele confirmou quem eram os autores que foram executar a vítima. “Assim ficou claro que ele tentou desviar a atenção dos militares em relação aos executores”, diz o boletim.

Ainda consta no B.O. que ele confirmou também que há tempos a vítima e o seu executor trocavam ameaças pelo celular. Os três homens foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento.

Seguem diligências para a localização dos outros envolvidos.

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