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Polícia segue investigação na Backer e cervejas Belorizontina já podem ser devolvidas no Procon de Uberlândia

Enviado por: Redação V9 14/01/2020

Enquanto a Polícia Civil (PC) continua as investigações sobre os casos de uma doença misteriosa provavelmente provenientes do consumo de uma bebida contaminada, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que a cervejaria Backer realize um recall de todas os rótulos de cerveja e chopes fabricados entre outubro de 2019 e esta segunda-feira, 13. A decisão também prevê a suspensão da venda de todos os produtos. Em Uberlândia, a população já pode devolver as cervejas compras no Procon.
Nesta segunda, aumentou para 17 o número de casos notificados da possível intoxicação – uma pessoa morreu. O principal sintoma da contaminação é chamada síndrome nefroneural, que causa insuficiência renal e alterações neurológica, além de náusea, vômito, dor abdominal, paralisia facial e alterações na visão. O resultado das análises das amostras recolhidas na fábrica da cervejaria, em Belo Horizonte, apontou a presença de duas substâncias, o mono e o dietilenoglicol (DEG), nas garrafas das bebidas e no equipamento usado para resfriá-las.
Segundo a perícia, um terceiro lote foi contaminado pelo DEG, um solvente orgânico tóxico, encontrado também no exame de sangue de quatro pacientes. Os casos, que começaram a surgir no início deste mês, são de pessoas que consumiram a cerveja entre novembro e dezembro do ano passado.
Em nota a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Uberlândia esclareceu que a cerveja Belorizontina não deve ser consumida, devendo ser retirada de circulação e comercialização. Qualquer cidadão que possuir a cerveja Belorizontina poderá depositá-la na sede do Procon Uberlândia, localizado na rua Benjamin Magalhães, n° 3, bairro Tibery. Caso algum cidadão verifique estabelecimentos que comercializem o rótulo, é possível denunciar por meio do telefone 151 e do “Fale com o Procon” no Portal www.uberlandia.mg.gov.br. Também foi informado que haverá uma intensa fiscalização para saber se a medida está sendo cumprida nos estabelecimentos.
A Backer informou que não utiliza o DEG no processo de produção da cerveja e já apresentou notas à polícia civil para comprovar que sua apenas o monoetilenoglicol. Os investigadores não descartam a possibilidade de sabotagem. Em dezembro, um supervisor da cervejaria registrou um boletim de ocorrência contra um funcionário que havia sido demitido e teria feito ameaças.
Com informações de SBT

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