Política

Projeto de lei do ‘poliamor’ e ‘casamento entre parentes’ será votado dia 21

Enviado por: Redação V9 20/08/2019

Deputado Orlando Silva (PCdoB) Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Vai ser votado nesta quarta-feira, 21 de agosto, em Comissão da Câmara de Deputados em Brasília (DF) o Projeto de Lei (PL) nº 3369/2015 de Orlando Silva (PCdoB), que reconhece como família todas as formas de união entre duas ou mais pessoas”, e “independentemente de consanguinidade”.

No texto consta que o Poder Público fará o reconhecimento formal e garantirá todos os direitos a todas as formas de família. “Esta é conceituada como a união entre duas ou mais pessoas que se baseie no amor, na socioafetividade, independentemente de consanguinidade, gênero, orientação sexual, nacionalidade, credo ou raça, incluindo seus filhos ou pessoas que assim sejam consideradas”, informa.

Segundo esta ‘regra’ ficariam regulamentados “casamentos” que podem incluir qualquer combinação entre parentes. Na prática, qualquer agrupamento de pessoas passa a ser reconhecido como ‘família’.

Na internet, uma polêmica foi levantada, pois com as expressões “CONSANGUINIDADE” e “SEUS FILHOS”, constantes no projeto (VEJA FOTO ABAIXO), entende-se que ficariam regulamentados casamentos que podem incluir qualquer combinação entre familiares, pessoas com laços de sangue.

O projeto pretende instituir o “Estatuto das Famílias do Século XXI”. Se aprovada, a lei revogará todas as disposições em contrário.

Ou seja, ficará aprovada a união entre duas ou mais pessoas que se baseie no amor, na socioafetividade, independentemente de consanguinidade, gênero, orientação sexual, nacionalidade, credo ou raça, incluindo seus filhos ou pessoas que assim sejam consideradas.

O relator, deputado Orlando Silva, defende que “há tempos que a família é reconhecida não mais apenas por critérios de consanguinidade, descendência genética ou união entre pessoas de diferentes sexos. As famílias hoje são conformadas através do amor, da socioafetividade – critérios verdadeiros para que pessoas se unam e se mantenham enquanto núcleo familiar”, afirmou.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Leia a reportagem no site oficial da Câmara dos deputados:

Projeto reconhece como família união entre duas ou mais pessoas independentemente de gênero

O deputado Tulho Gadêlha, relator, já manifestou voto em aprovação ao projeto.

A deputada federal por São Paulo Carla Zambelli (PSL) se manifestou pelo Instagram contrária ao projeto (VEJA ABAIXO). Em um vídeo ela disse – “Em última análise, o projeto permite o casamento entre pai e filhas, irmãos e irmãs, enfim, e não só de um casal, ou duas pessoas do mesmo sexo, mas com mais pessoas também. Estão querendo institucionalizar todo tipo de incesto, se brincar até pedofilia é capaz de vir neste projeto”, disse.

 

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URGENTE! A VOTAÇÃO ESTÁ MARCADA PARA AMANHÃ, QUARTA-FEIRA DIA 21/08. PRECISAMOS DE APOIO NA COMISSÃO! O projeto 3.369/2015 do Deputado Orlando Silva do PCdoB propõe um novo formato de família, que pode ir da homoafetiva, passando pela poliamorosa e independente de consanguinidade. Por esta regra estariam regulamentados “casamentos” que podem incluir, por exemplo, um pais com seu filho, o pai com a filha, mãe com a filha, mãe com um filho, ou qualquer combinação entre pais e filhos. Mas pode ser ainda mais amplo, incluindo mais pessoas de dentro ou de fora da família, com infinitas possibilidades como casamento do pai várias filhas, filhos e outras pessoas de fora da família, mãe com filhos, filhas e outras pessoas de fora, pessoas de outros parentescos como avós, tios, enteados/enteadas etc. EM ÚLTIMA ANÁLISE, ATÉ INCESTO. CHEGA À PEDOFILIA? QUEM SABE! PODE TUDO, CERTO? E o relator Túlio Gadelha? Concorda com o projeto, já elaborou seu voto favorável, para quarta-feira, 21/08 na Comissão de Direitos Humanos. É a típica situação hipócrita: "Família tradicional com a Fátima Bernardes pra mim, e putaria pra vocês". Desculpem o palavrão. Estou no limite já.

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