ALMG realiza audiência pública sobre denúncias de calote em obras do Aeroporto de Uberlândia


A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, nesta terça-feira (11), às 21h30, uma audiência pública para debater as denúncias de descumprimento de obrigações contratuais durante as obras de ampliação do Aeroporto de Uberlândia. A discussão foca na atuação da Matec Engenharia, empresa responsável pela execução dos serviços.

A demanda pela audiência foi motivada por reclamações de empreiteiros e fornecedores de Uberlândia, que relatam ter sofrido prejuízos financeiros após prestarem serviços para a obra.

De acordo com o deputado estadual Cristiano Caporezzo, requerente da audiência, a concessionária Aena, responsável pelo aeroporto, subcontratou a construtora Matec Engenharia para conduzir a expansão. A Matec, por sua vez, subcontratou empreiteiras da cidade.

Os empresários locais usaram seu crédito no mercado para adquirir materiais com fornecedores e executar os serviços. No entanto, ao final do trabalho, os pagamentos devidos pela Matec não teriam sido repassados.

“Nós temos indícios seríssimos de golpe aqui. Os empreiteiros adiantavam os materiais, executavam a obra e, na hora de receber, a Matec não pagava. Quando ameaçavam parar de trabalhar, eram substituídos por outros”, afirmou o parlamentar.

Ainda segundo o deputado, tentativas de negociação prévia foram feitas com representantes da Aena antes da convocação da audiência pública investigatória, mas sem resolução.

Caporezzo ressaltou também que os prestadores de serviço estariam proibidos judicialmente pela Aena e a Matec de conceder entrevistas sobre o assunto. Por isso, a audiência pública na ALMG servirá como espaço oficial para a exposição dos fatos, com transmissão ao vivo pela TV Assembleia.

O parlamentar reforçou o convite para que outros fornecedores e trabalhadores que tenham sido lesados compareçam ao debate. “Não irei aceitar que os empreendedores de Uberlândia sejam lesados por uma empresa que vem de fora. A gente não quer que venham para Minas Gerais para passar a perna no povo mineiro”, reforçou.

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