Caso Daiane Alves: Justiça decide se síndico acusado de matar corretora em Caldas Novas vai a júri popular


A Justiça de Goiás realizou, no Fórum de Caldas Novas, uma audiência decisiva para o desfecho do caso da corretora de imóveis uberlandense Daiane Alves. O objetivo da sessão é determinar se o réu confesso, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, será submetido a júri popular pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Durante mais de cinco horas de sessão, o magistrado ouviu o depoimento de 13 testemunhas de acusação. O réu, que permanece preso preventivamente, deve ser interrogado na próxima fase do processo, agendada para o mês de julho, quando também serão colhidos novos depoimentos.

Nesta etapa processual, a Justiça não julga a culpa definitiva, mas analisa se há indícios de autoria e provas da materialidade do crime suficientes para levar o caso ao Tribunal do Júri.

Relembre o crime

Daiane Alves desapareceu em dezembro do ano passado, gerando grande comoção em Uberlândia e Caldas Novas. Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime foi meticulosamente planejado, começando por uma emboscada na qual o síndico teria desligado propositalmente a energia elétrica do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo do condomínio.

No local, Daiane foi surpreendida e morta com disparos de arma de fogo, dando início à etapa de ocultação, que fez com que o corpo da corretora fosse localizado apenas cerca de 40 dias depois, em uma área de mata às margens da rodovia GO-213, após o próprio Cléber indicar o local aos policiais. Um ponto chave da investigação foi a recuperação do celular da vítima, que o acusado tentou descartar na caixa de esgoto do condomínio.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi motivado por desentendimentos profissionais e conflitos relacionados à administração de imóveis dentro do condomínio onde ambos trabalhavam. A família de Daiane, que acompanhou toda a audiência de forma remota, segue em vigília e cobra o rigor máximo da lei para o caso.

O processo agora aguarda a finalização das oitivas em julho para que o juiz profira a decisão sobre a pronúncia do réu ao júri popular.