Caso Euclides: Justiça decreta prisões preventivas e investiga suspeito que pediu carro de aplicativo para fuga


Mesmo após a localização do corpo de Euclides de Oliveira, realizada na manhã desta terça-feira (16), a investigação da Polícia Civil continua avançando. Em audiência de custódia realizada na mesma data, a Justiça converteu as prisões em flagrante de quatro investigados em prisões preventivas. Entre os que permanecerão detidos está um jovem de 24 anos, apontado como peça-chave na ação criminosa.

De acordo com as autoridades, o jovem de 24 anos é investigado por participação direta no sequestro e na execução de Euclides. As apurações apontam que ele teria utilizado um aplicativo de transporte para solicitar a corrida que garantiu a fuga de um dos executores logo após a ocultação do cadáver.

Os outros três detidos na operação, um homem e duas mulheres, respondem, inicialmente, pelo crime de tráfico de drogas, em ramificações que se cruzam com o homicídio. A Polícia Civil trabalha com a certeza de que o assassinato foi executado de forma milimetricamente planejada, com uma clara divisão de tarefas entre os integrantes do grupo criminoso.

Atualmente, os agentes analisam dezenas de horas de imagens de câmeras de segurança, rastreiam os veículos utilizados na ação e cruzam dados técnicos. O foco principal do momento é identificar um homem que aparece em imagens consideradas fundamentais para o desfecho do caso.

Paralelamente aos trabalhos de campo, o Instituto Médico Legal (IML) liberou o corpo para sepultamento; no entanto, o caso ganhou um contorno burocrático doloroso para a família. Como o exame de DNA que confirmará oficialmente a identidade do cadáver ainda não foi concluído, o enterro será realizado temporariamente sob a condição de pessoa não identificada, mas, assim que o laudo laboratorial for emitido e anexado ao processo comprovando ser Euclides, a Justiça deverá emitir uma nova certidão de óbito com o nome correto da vítima.

O corpo também passou por um exame de necropsia, cujo laudo deve apontar a causa exata e os meios empregados na morte, ajudando a traçar a linha do tempo do crime. A Polícia Civil confirmou que novas investigações serão realizadas nos próximos dias e novas prisões não estão descartadas até que todos os envolvidos sejam identificados e punidos.