Caso Matteo: Irmã de bebê morto por agressões fica sob cuidado de tios em outra cidade


O Conselho Tutelar de Uberlândia confirmou novos desdobramentos sobre a situação da irmã do bebê Matteo, que morreu aos três meses após sofrer graves agressões no ambiente familiar. Os tios paternos da menina, que tem pouco mais de dois anos, compareceram ao órgão para tratar do acolhimento e do futuro da criança.

Após receberem o atendimento inicial e as devidas orientações, os familiares levaram a menina para outra cidade, onde ela permanece sob os cuidados e a proteção dos parentes de origem paterna.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, os tios da criança foram devidamente orientados pelo Conselho Tutelar sobre os próximos passos legais. Eles foram instruídos a buscar assistência jurídica, seja por meio de advogado particular ou da Defensoria Pública, para ingressar formalmente na Justiça com o pedido de guarda definitiva da menina; caso tenham o interesse em assumir a responsabilidade legal por ela.

O Conselho Tutelar informou ainda que, com base em todos os relatos colhidos durante os atendimentos e triagens, não houve qualquer indicação ou suspeita de que a menina tenha sofrido qualquer tipo de violência praticada pelo pai.

Relembre o caso

O pequeno Matteo, de apenas três meses, morreu na madrugada do dia 3 de junho; logo após dar entrada em uma unidade de pronto-atendimento de Uberlândia. Na ocasião, o pai e a mãe alegaram que o bebê havia se engasgado durante a amamentação.

No entanto, os exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) desmentiram a versão do casal, apontando que a verdadeira causa da morte foi um grave traumatismo craniano provocado por agressões físicas.

O desfecho das investigações preliminares apontou a responsabilidade direta dos pais no crime, uma vez que o pai, Wandersson, confessou formalmente às autoridades ter agredido o próprio filho; o que resultou na morte do bebê. Dias mais tarde, o genitor foi encontrado morto na cela onde estava detido, no Presídio Professor Jacy de Assis.

Já a mãe está sendo investigada pelo crime de omissão, uma vez que, segundo a polícia, as investigações apontam que ela tinha pleno conhecimento das agressões que o filho sofria e não adotou nenhuma medida para proteger o bebê ou denunciar o companheiro.