Imagem | Câmera de segurança
Uma criança de 10 anos precisou ser hospitalizada após a suspeita de ter engolido um fragmento de vidro durante a merenda escolar na Escola Estadual Dona Alexandra Pedreiro, localizada no bairro Santa Luzia, em Uberlândia. O caso gerou grande preocupação entre pais de outros alunos e funcionários da unidade de ensino.
De acordo com relatos da família, o menino almoçava o macarrão servido na escola quando percebeu a presença de um objeto estranho na comida. Outros estudantes que compartilhavam a mesa também teriam identificado partículas semelhantes no prato. Um pedaço maior do material foi recolhido e entregue à supervisão da escola.
Imagens do circuito interno de segurança da escola registraram o momento exato em que a criança encontra o suposto material na bandeja e o leva até as funcionárias da cantina para fazer a queixa.
Horas mais tarde, já em sua residência, o menino começou a queixar-se de fortes dores na garganta. Diante do sintoma, a família foi acionada e o levou imediatamente para a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do bairro São Jorge; no entanto, devido à gravidade do relato, ele foi transferido para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU).
Na unidade de saúde, a criança foi submetida a um procedimento de endoscopia. Segundo os familiares, o exame não confirmou de forma definitiva a presença do corpo estranho no organismo, o que os médicos atribuem ao intervalo de tempo decorrido entre o almoço e a realização do procedimento. Após receber alta, o estudante retornou para casa e segue em observação médica preventiva.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que a direção da Escola Estadual Dona Alexandra Pedreiro adotou prontamente todas as medidas cabíveis assim que tomou conhecimento do fato.
A Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberlândia informou que está acompanhando o caso de perto e já enviou uma equipe de inspeção escolar à unidade para instaurar uma apuração rigorosa sobre as condições do preparo dos alimentos e a procedência dos insumos.
A SEE/MG reforçou que segue rigorosamente os protocolos relacionados à alimentação escolar e que eventuais medidas complementares serão adotadas conforme o resultado da apuração. Além disso, afirmou que, no momento da refeição, nenhum outro estudante ou servidor relatou ter ingerido qualquer tipo de fragmento estranho.
