Casos recentes de vaca louca no Brasil não oferecem risco à saúde humana

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Os dois casos registrados no Brasil final de semana foram atípicos e isolados

A encefalopatia espongiforme bovina, mais conhecida como “mal da vaca louca”, ficou mundialmente conhecida a partir da década de 1980, após um surto no Reino Unido. O consumo de carne contaminada atinge o sistema nervoso dos animais, pode acarretar problemas neurológicos em seres humanos e levar até a morte.

De acordo com o Ministério da Agricultura, ao contrário de outros países, no Brasil não há registro da forma clássica da doença, transmitida entre os animais. Os dois casos registrados no final de semana foram atípicos e isolados, e não oferecem risco de que carnes contaminadas sejam consumidas pela população, mas mesmo assim, exportações de carne bovina para a China foram paralisadas temporariamente.

“No caso da China, além de notificar a gente fez esse autoembargo de exportação porque é um acordo firmado, e dentro desse acordo que nós firmamos tem esse protocolo que faz com que eles avaliem o resultado. É uma forma de segurança para nós que produzimos o alimento para garantir que nós estamos entregando o alimento de qualidade e garantia para ele, comprador, de avaliar os resultados para que eles realmente estejam adquirindo um produto de qualidade”, afirma Juliane da Silva Gomes, que faz parte do departamento técnico da Associação Nacional de Pecuaristas.

Segundo dados fechados no primeiro semestre deste ano, 59% da carne bovina produzida no Brasil foi exportada para a China, mas especialistas acreditam que esta suspensão de exportaçções não deve ter grande impacto na produção e na economia brasileira. A expectativa é que a China verifique se tratar de um caso atípico e rapidamente retome a compra de carne do Brasil, até porque não é vantajoso para o país oriental correr o risco de desabastecimento do produto em seu território.

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