Empresário ligado ao grupo GSP é preso no aeroporto de Uberlândia


O empresário Reinaldo Galves Leal, sócio-administrador de empresas ligadas ao grupo GSP, foi preso pela Polícia Militar no aeroporto de Uberlândia. Ele foi localizado em uma lanchonete do terminal, enquanto aguardava o embarque, e detido durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Após a prisão, Reinaldo foi encaminhado para a realização de exame de corpo de delito e, em seguida, levado à delegacia de plantão. O destino da viagem que faria não foi informado.

O empresário está ligado a diversas empresas do grupo GSP, que atua no setor imobiliário, entre elas a GSP Loteadora e a GSP Empreendimentos Imobiliários.

A prisão ocorre no contexto de uma investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apura suspeitas de favorecimento e pagamento de vantagens indevidas envolvendo a alteração de um projeto de acesso ao Anel Viário Sul de Uberlândia.

O projeto previa originalmente a construção de um trevo, mas a investigação apura se a então coordenadora regional do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Patrícia Mets Peixoto, teria autorizado a substituição da estrutura por uma intervenção mais barata. A suspeita é de que a mudança tenha beneficiado empresas ligadas ao grupo GSP.

Patrícia foi presa preventivamente no dia 15 de outubro. Ela já estava afastada das funções por determinação judicial.

Entre os pontos investigados está a compra de uma casa de alto padrão avaliada em R$ 1,5 milhão, no condomínio fechado Esplêndido, empreendimento da GSP Loteadora. Segundo o Ministério Público, a ex-servidora contratou um financiamento de R$ 1,2 milhão, com prestações mensais de R$ 25.045, enquanto recebia salário líquido de aproximadamente R$ 11,5 mil.

A investigação também apura se empresas ligadas ao grupo GSP e terceiros teriam participado do pagamento de dívidas particulares da ex-coordenadora. As movimentações envolveriam transferências bancárias, dinheiro em espécie e até a entrega de um veículo.

O Ministério Público investiga se esses pagamentos teriam sido vantagens indevidas em troca de alterações no projeto rodoviário. Com a prisão de Reinaldo Galves Leal, o caso ganha um novo desdobramento. As responsabilidades dos envolvidos ainda serão apuradas pela Justiça.

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