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Atlético alcança recorde negativo e é o time que mais erra cruzamentos na Série A

Augusto Ikeda

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Fonte: Bruno Cantini/Atlético-MG

A inoperância ofensiva do Atlético no Campeonato Brasileiro pode ser explicada pelos números. Nas sete primeiras rodadas da competição, a principal arma do badalado ataque alvinegro tem sido os cruzamentos. O problema é que a estratégia não tem funcionado. Longe disso.

Contra o xará paranaense, o Atlético bateu o recorde de bolas alçadas na área adversária em um só jogo nos últimos três campeonatos. Foram impressionantes 63 cruzamentos – número superior ao de todas as outras equipes em 1140 partidas das edições 2014, 2015 e 2016 da Série A. Os números foram coletados pelo Footstats.

Das 63 bolas levantadas na área, apenas oito (12,7%) foram certeiras. Nenhuma das cabeçadas, entretanto, resultaram em gols. No fim, vitória do Atlético-PR por 1 a 0 em pleno Independência.

“Vi que se falou muito do número de cruzamentos na área, a maioria deles errados. Isso é muito conceitual. O que é o errado? É quando não é concluído a gol? Para mim, é quando é jogado para fora. Quando o adversário tira, pode ter havia um erro de preenchimento da área”, rebateu o técnico Roger Machado após o revés.

O problema não foi exclusivo do último jogo. O Atlético é também o time que mais cruza bolas em todo o Brasileirão. Foram 217 tentativas – apenas 38 delas corretas. O índice de 17,5% é o quarto pior entre as 20 equipes do campeonato.

Pelo chão, nada feito

Roger Machado chegou ao Atlético com a expectativa de dar equilíbrio a um time poderoso no ataque, mas frágil defensivamente. A principal estratégia ofensiva do treinador é a troca de passes, base do chamado “jogo apoiado”.

Assim como Tite na Seleção Brasileira, Roger aposta na movimentação constante dos jogadores a fim de possibilitar mais opções ao atleta que estiver com a posse da bola. Nos últimos jogos, o Atlético até tem conseguido trocar passes. Falta, entretanto, amplitude e infiltração. E os números também explicam este problema.

O Atlético é o terceiro time que mais acerta passes no Brasileirão. Por outro lado, a equipe ocupa apenas a 16ª posição no “ranking” de finalizações corretas. Em uma análise rápida, pode-se dizer que os jogadores tocam a bola, mas não conseguem “furar” bloqueios rivais. Por isso, apelam aos cruzamentos.

“Não é a tônica, mas a gente trabalha bastante, quando possível. É alternativa quando eu tenho a necessidade de final de jogo e disputar com jogadores mais altos na área. Mas não é o principal do nosso trabalho diário, é uma alternativa. Muitas vezes, você busca os lados quando o adversário está fechado. Entrar pelo meio com o adversário em bloco, como foi contra o Fluminense e contra o Atlético-PR, é complicado. Ou finaliza por média distância ou cruzamento para atacar a área com mais gente”, disse Roger.

Mesmo fora do jogo contra o Atlético-PR, o centroavante Fred analisou a situação da equipe no fundamento. Para o camisa 9, a tendência é que o time volte a criar também pelo chão.

“Talvez desses cruzamentos, se uma ou duas bolas entram, a conversa seria outra. Mas nós temos centroavantes que vão brigar e ter condições de fazer gols. Mas não é só esse recurso que temos que utilizar. Nossa equipe tem muita qualidade técnica. Talvez, ela esteja desequilibrada pelos desfalques que estamos sofrendo, mas temos mais recursos e podemos mostrar mais”, avaliou.

A próxima chance para o Atlético mudar o cenário será neste domingo, às 16h. A equipe alvinegra visitará o São Paulo, no Morumbi, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

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