ASSINE O NOSSO BOLETIM DE NOTÍCIAS

RECEBA AS NOTÍCIAS MAIS IMPORTANTES DIRETO NO SEU E-MAIL
iconeenvelope.png

Brasil precisa de um empate contra o Uruguai para ir à Copa

Redação V9

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Legenda da foto

Nem Japão, Austrália, Camarões, África do Sul ou mesmo Arábia Saudita. Longe de ser qualquer aposta no início, a Seleção Brasileira pode desbancar a tradição oriental ou africana e se tornar o primeiro classificado à Copa do Mundo de 2018 dentro de campo. Vindo de seis vitórias consecutivas, o time de Tite chega ao feito histórico se vencer a pedreira contra o Uruguai, no duelo de líder e vice-líder, nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu. Faltam cinco rodadas para o fim das Eliminatórias Sul-Americanas. Numa época ainda de críticas pela goleada sofrida diante da Alemanha por 7 a 1, em 2014, nunca foi tão fácil o país se garantir no Mundial desde que este formato foi adotado.

Em 2002, por exemplo, com trocas sucessivas de treinadores, o Brasil só se assegurou na Copa depois de golear a Venezuela por 3 a 0, em sua última partida. Na edição seguinte, o então time comandado por Carlos Alberto Parreira massacrou o Chile por 5 a 0 e se classificou para o torneio na Alemanha com duas rodadas de antecipação. Já o caminho para o Mundial da África do Sul, em 2010, foi até mais tranquilo: o triunfo histórico sobre a Argentina por 3 a 1, em Rosário, carimbou o passaporte a três rodadas para o fim das Eliminatórias.

A projeção de Tite aponta que o Brasil conquistará o objetivo até mesmo com um empate no Estádio Centenário, atingindo os 28 pontos, mesma pontuação do quarto colocado nas últimas duas edições da competição com 10 seleções – Equador (2002) e Argentina (2006). Ainda que o resultado positivo seja importante para as contas do treinador, a meta do grupo é continuar atuando em alto nível, superando todas as adversidades nesta noite, como o clima de pressão da torcida.

“Jogar no Uruguai é sempre difícil. A história fala por si, pois foram duelos difíceis que a Seleção teve em anos anteriores. Temos de estar atento aos detalhes, fazendo jogo com maturidade e paciência. O fato de ser o primeiro contra o segundo colocado aumenta a rivalidade, mas contamos com jogadores experientes e acostumados à pressão”, ressalta o goleiro Alisson, que amarga a reserva no Roma, mas tem números positivos pela Seleção Brasileira: ele não sofre gols há quatro jogos.

A ausência do atacante Gabriel Jesus tem sido minimizada pela comissão técnica. Artilheiro do Brasil na competição, o ex-palmeirense fraturou o pé direito e só voltará a jogar em maio. Tite vem trabalhando a formação da equipe para que Roberto Firmino, o substituto de Jesus, esteja à vontade para jogar. “Acho que temos um futebol parecido, isso é bom. Gabriel teve a infelicidade de se machucar. Mas eu estava nas outras convocações. Já vinha entrando bem e ajudando. Estou preparado. Para mim, significa tudo, uma ótima oportunidade”, afirma o atacante do Liverpool, que tem cinco gols em 12 jogos pela Seleção.

ESPERANÇA

Neymar está confirmado no ataque e volta ao Estádio Centenário seis anos depois de jogar a decisão da Copa Libertadores entre Santos e Peñarol, em 2011. O camisa 10 chegou ao Brasil somente na terça-feira pela manhã e fez apenas dois treinos com o grupo. Neste jogo, é certo que ele terá marcação especial, sobretudo do lateral Corujo e do volante Pereira, que atuam pelo lado direito. Ele terá duelo especial com Cavani, cujo PSG foi trucidado por 6 a 1 na Liga dos Campeões, com show do brasileiro pelo Barcelona.

O palco da partida estará lotado. Até quarta-feira, cerca de 42 mil ingressos haviam sido vendidos, 75% da capacidade do estádio. Os bilhetes custam entre R$ 75 e R$ 490. Na terça-feira, o Brasil volta a campo, com promessa de lotação máxima, para encarar o Paraguai, no Itaquerão. (Com agências)

O ADVERSÁRIO

Dois desfalques
A ausência do atacante Luís Suárez não é o único desfalque do Uruguai para enfrentar os brasileiros. Assim como o jogador do Barcelona, o goleiro Muslera cumpre suspensão automática por causa do terceiro cartão amarelo e volta a campo contra o Peru, terça-feira, em Lima. Para o gol, o técnico Óscar Tabárez confirmou o vascaíno Martín Silva. No setor ofensivo, Diego Rolán, de 23 anos, que joga no Bordeaux, será o companheiro de Cavani. O armador De Arrascaeta, do Cruzeiro, fica como opção de banco. Cavani espera jogo disputado: “São partidas que sempre são jogadas a um ritmo e intensidade muito fortes. Em Montevidéu, em casa, tentaremos jogar duro para que tudo possa sair como queremos e conseguir nosso primeiro objetivo, que é vencer”.

URUGUAI x BRASIL

URUGUAI
Martín Silva; Corujo, Coates, Godín e Gastón Silva; Pereira, Arévalo Ríos, Carlos Sánchez e Cristian Rodríguez; Cavani e Diego Rolan
Técnico: Óscar Tabárez
BRASIL
Alisson; Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Neymar; Roberto Firmino
Técnico: Tite

Estádio: Centenário
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Patrício Loustau (ARG)
Assistentes: Diego Bonfa e Gustavo Rossi (ARG)

Superesportes

LEIA TAMBÉM!