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Com o Cruzeiro na disputa, começa nesta segunda-feira o Mundial de Clubes de Vôlei

Redação V9

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Argentino Marcelo Méndez ao lado de outros treinadores em evento do Mundial de Clubes Fonte: Cruzeiro/Divulgação

O mais equilibrado Campeonato Mundial de Clubes Masculino de Vôlei abre nesta segunda sua 13ª edição, na Polônia. Será a sexta participação do Cruzeiro, campeão em 2013, 2015 e 2016, vice-campeão em Doha’2012 e quarto em 2014, quando a competição foi disputada no Mineirinho, em Belo Horizonte. As cidades-sede serão Opole, do Grupo A, e Lódz, do B, com semifinais e a final em Cracóvia. De 104 jogadores, 42 são de diversas seleções nacionais, inclusive a brasileira. O Cruzeiro faz sua estreia às 17h contra o campeão europeu, o italiano Civitanova.

Um dos principais jogadores da equipe celeste, o meio de rede Simón, considerado o melhor dessa posição no mundo, está em seu terceiro mundial. Em 2014, foi vice-campeão pelo Al-Rayyan, do Catar. No ano passado, campeão pelo time mineiro. “Este será, sem dúvida, o Mundial mais difícil, mais equilibrado da minha carreira. As equipes estão muito fortes. Além do mais, acontece numa data diferente dos anos anteriores, que era sempre em setembro. Nos outros anos, os times ainda estavam em montagem. Mas com jogos em dezembro, já estão entrosados e embalados. Esse detalhe pesa muito.”

O técnico cruzeirense, o argentino Marcelo Méndez, reforça o discurso de equilíbrio. E já prevê uma estreia dura. “O Civitanova quase não tem italianos. São dois jogadores da Seleção norte-americana, um francês, um bielorusso, um tcheco, um sérvio, um búlgaro, o Sokolov, que é excepcional, e um cubano, o Juantorena, há algum tempo na Europa. Pegaremos o time iraniano, campeão asiático, formado basicamente pela Seleção Nacional, um das que mais evoluíram no mundo nos últimos três anos. E os poloneses, além dos reforços estrangeiros, recheados de jogadores de sua seleção.”

Nos últimos 10 dias, Méndez exibiu filmagens de jogos dos adversários e uma análise das características dos atletas para seus comandados. “É importante para ajudar num estudo de cada um dos jogadores. Quando entrarmos em quadra, já conheceremos algumas das principais jogadas do rival.”

DEFINIDO O Cruzeiro saiu do Brasil com o time definido. Marcelo vai manter a escalação dos jogos da Superliga Nacional, com Nico Uriarte, Evandro, Simón, Isac, Leal, Filipe e Serginho (líbero). Méndez tem uma alternativa tática  depois da saída do levantador William: a diferença de estilo de jogo de seus dois levantadores, Nico Uriarte, que sempre inicia as partidas, e Cachopa.

AS ARMAS DE CADA UM

Grupo A

Cruzeiro

O técnico argentino Marcelo Méndez, que comanda a equipe desde a formação, é o grande segredo. Além de ser um estrategista, a maioria dos jogadores está com ele há mais de uma temporada. Em quadra, os destaques são o oposto Evandro, da Seleção Brasileira, os cubanos Simón, considerado o melhor meio de rede do mundo, e o ponteiro Leal, o melhor da posição nas duas últimas edições da Superliga. Há ainda o ponteiro Felipe e o líbero Serginho, referências em recepção no vôlei brasileiro.

Civitanova

O time italiano, campeão europeu, é treinado desde 1994 por Giampaolo Medei. É quase uma seleção mundial. O destaque é o meio de rede sérvio Stankovic, titular nas conquistas de um ouro, quatro pratas e um bronze na Liga Mundial e um bronze em Campeonato Mundial por seu país. Além dele, o oposto búlgaro Sokolov, o ponteiro norte-americano Sander, ponta polonês Kovar, o levantador dos EUA Christensen, o levantador bielorusso Zhukouski e o líbero da Seleção Francesa, Grebennikov.

Teheran

O campeão asiático é a base da Seleção Iraniana, a que mais tem evoluído nos últimos quatro anos. Até mesmo o treinador é também nascido no Irã, Mostafa Kharkaneh, auxiliar da seleção nacional.

Zaksa

O time polonês é treinado pelo ex-jogador italiano Gadini. Tem quatro jogadores da Seleção Polonesa: o líbero Zatorski, campeão mundial em 2014, os meios de rede Rejno e Bieniek (bronze na Copa do Mundo Japão’2015), e o ponteiro Buszek, ouro no Mundial de 2014. Contratou quatro estrangeiros: o levantador italiano Falachi, o oposto porto-riquenho Torres, sensação na Europa, o ponteiro belga Sam Deroo e Toniutti, o levantador da Seleção Francesa, duas vezes ouro na Liga Mundial.

Grupo B

Zenit Kazan

O principal nome do time russo é o oposto da Seleção dos EUA, Anderson, bronze nos Jogos Olímpicos Rio’2016, além de ter um ouro na Liga Mundial e um na Copa do Mundo. Conta ainda com o meio de rede da Seleção Russa, Volvich; o levantador da Seleção Bielorrussa, Butko; o levantador da Rússia, Alekno, ganhador de dois bronzes em Jogos Olímpicos e um ouro na Liga Mundial; o meio de rede Mikhaylov, campeão olímpico em Londres’2012; e o ponteiro cubano León.

Shanghai

Mantendo uma tradição, é a única equipe que não tem nenhum jogador estrangeiro. Todos são chineses, seis deles da seleção de seu país.

Bolívar

O oposto Theo, que já atuou pela Seleção Brasileira, é o maior nome do campeão argentino e vice sul-americano, o que lhe deu a vaga nesse Mundial, já que o Cruzeiro, atual vencedor da competição continental, foi o campeão mundial. Outro estrangeiro é ponteiro sérvio Nikic, também selecionável. Há cinco integrantes da equipe que são jogadores da Seleção Argentina.

Skra Belchatow

São apenas dois estrangeiros no time, mas nomes de peso. O primeiro, o meio de rede sérvio Lisinac, que com a seleção de seu país foi medalha de ouro na Liga Mundial de 2016. O outro, o ponteiro iraniano Ebaditour, campeão asiático de 2014 com a Seleção de seu país. Outros quatro jogadores são integrantes da Seleção Polonesa.

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