Corinthians derrota a Ponte Preta em dois lances no Itaquera

Redação V9

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Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians

O Corinthians mostrou muita precisão na noite deste sábado, no Itaquerão, e, mesmo diante de uma boa atuação da Ponte Preta, conseguiu a vitória por 2 a 0, em duelo válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com gols marcados por Jadson e Jô, no final do primeiro e no início do segundo tempo, o Timão mostrou sua força em casa e chegou ao 26º consecutivo na temporada sem derrota. Quando a rival parecia melhorar em campo, Cássio ainda pegou pênalti batido por Lucca e assegurou a alegria corintiana.

O triunfo, segundo do Timão no ano diante da oponente na final do Campeonato Paulista neste ano, deixa o Alvinegro ainda isolado na liderança do torneio nacional, com 32 pontos conquistados. Atualmente, o time está nove pontos à frente do segundo colocado, posição ocupada pelo Flamengo após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco. Contudo, o Grêmio, que recebe o Avaí neste domingo, pode retomar a vice-liderança. A Ponte, com 15 pontos, fica em 12º.
Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Derby contra o Palmeiras, no Estádio Palestra Itália, às 21h45 (de Brasília), o último clássico deste primeiro turno. Do outro lado, Gilson Kleina e sua trupe receberão o Bahia às 19h30 (de Brasília) da quarta-feira, no Moisés Lucarelli.
O jogo
O primeiro tempo teve um ator principal no estádio de Itaquera, provavelmente um dos jogadores em campo que tem mais história com a camisa do Timão. Mostrando boa forma física, mesmo aos 38 anos de idade, Emerson Sheik, ovacionado pela torcida no aquecimento, comandou as ações ofensivas da Ponte Preta e só foi parado com faltas pela defesa corintiana. Até o intervalo, foram quatro infrações cometidas sobre ele.
O melhor lance, porém, saiu em chute a gol de outro ex-corintiano: Lucca. Após bola lançada para o ataque, o camisa 9 da Macaca recebeu na entrada da área, dominou e chutou colocado, no canto direito. Cássio pulou para fazer a defesa e não alcançou, mas a redonda passou rente à trave, para a linha de fundo. Aos 15 minutos, o primeiro goleiro fora colocado para trabalhar em um duelo mais tático do que técnico em Itaquera.
Bastante diferente do Botafogo, a Ponte manteve sempre três atletas preparados para o contra-ataque, conseguindo anular as jogadas do Timão. Com pouco espaço para jogar, coube ao Timão apostar nas roubadas de bola ofensivas para criar lances de perigo. O primeiro veio com Léo Príncipe, chegando à lateral e cruzando na cabeça de Romero. O paraguaio testou forte e exigiu a primeira boa defesa do arqueiro campineiro, apenas aos 37 minutos.
Querendo jogo, o avante roubou bola na sequência, deu “rolinho” em Nino Paraíba e tocou para Jô, que chutou fraco, fácil para Aranha. Já nos acréscimos, quando parecia que o placar zerado seria mantido, veio a saída certeira que o Timão esperava. Romero recebeu na esquerda de Arana e sofreu a falta de Fernando Bob para parar o lance. Esperto, porém, ele cobrou rapidamente e deu sequência ao lance.
O Alvinegro rodou até a bola voltar ao paraguaio, que cruzou para a área. Jô ganhou fácil de Rodrigo e cabeceou quase na pequena área para linda defesa de Aranha. Arana pegou o rebote e chutou para o meio, a bola passou pelo centroavante e ficou para Jadson, pela direita. Com precisão, o 10 dominou e chutou cruzado, no ângulo, sem chances de defesa.
Gol rápido e ‘barreira’
Aliviado pela inesperada vantagem conquistada para o intervalo, o Timão viu os visitantes se desorganizarem nos momentos iniciais do segundo tempo e, para não perder o costume, fez a Ponte pagar. Em roubada de bola no campo de ataque, Jadson acionou Rodriguinho na ponta direita. O meia viu Jô livre no meio da área e cruzou rasteiro para o camisa 7, de primeira, pegar de chapa na bola e mandar no canto do goleiro Aranha.
A vantagem por 2 a 0 fez com que o Timão soltasse mais seu jogo, trocando passes com mais efeito e confiando bastante na sua troca de bola. A Ponte, por sua vez, tentou dar mais a bola a Renato Cajá na armação, mas só conseguiu chegar aproveitando as costas dos laterais. O primeiro bom lance veio com Nino Paraíba, aos 18 minutos, que aproveitou recuou mal feito por Romero e chutou da lateral da área. Cássio, seguro, encaixou.
O jogo parecia controlado quando Lucca recebeu no lado esquerdo da área e segurou Léo Príncipe nas suas costas até deixá-lo no chão e fazer o giro. O avante chutou cruzado e a bola ia saindo sem perigo quando Guilherme Arana fez carga nas costas de Emerson Sheik, que caiu prontamente. Em cima do lance, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro apontou a marca penal e pareceu marcar o pênalti com convicção.
Entre a anotação da infração e a cobrança, porém, passaram-se quatro minutos, com consultas aos auxiliares, cartão dado e anulado a Balbuena e, ao fim, amarelo apontado para Arana. Com o grande intervalo antes da batida, Lucca pareceu esfriar na hora da cobrança. Após uma caminhada lenta, ele tentou deslocar o ex-companheiro Cássio com duas paradinhas, mas o seu destino foi o mesmo do gremista Luan: batida no canto esquerdo e defesa do arqueiro corintiano, para delírio de Itaquera.
Depois disso, o que parecia uma reação dos visitantes arrefeceu e viu Carille fazer as devidas modificações para preservar seus titulares. Jô, pendurado, saiu para entrar Kazim. Maycon, cansado, deu a vaga a Camacho. E Pedrinho, para mais delírio da Fiel, substituiu Jadson. Em meio aos gritos de “é quarta-feira”, em lembrança ao Derby, coube a Cássio, saindo nos pés de Emerson Sheik, evitar a última chance de gol da partida.
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