Decisivo na final da Conmebol de 92, Negrini define duelo entre Atlético e Olimpia no Mineirão: ‘Melhor noite da minha vida’

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Momento do primeiro gol dos dois marcados por Negrini na partida de ida da final da Conmebol Fonte: Reprodução

Negrini foi o principal nome do time do Atlético na final da Copa Conmebol de 1992. Ele estava no clube havia dois meses e não tinha marcado um gol sequer. No jogo de ida da decisão, no entanto, foi às redes duas vezes na vitória sobre o Olimpia, por 2 a 0, no Mineirão. Em entrevista ao Superesportes, o ex-meia falou sobre a emoção de ter sido o autor dos dois tentos que deram o título ao Galo.

“Foi maravilhoso. Fazia pouco tempo que eu havia chegado ao Atlético e já estava em uma final da Conmebol. Marquei dois gols no primeiro jogo, naquela que foi a melhor noite da minha vida. Fiz os dois gols que nos deram a possibilidade de conquistar o título. Foi o grande momento da minha carreira. Consegui marcar dois gols em uma final com o estádio praticamente lotado, com uma torcida que é maravilhosa. Foi uma noite inesquecível.”, revelou.

O Atlético ergueu a taça mesmo após ser derrotado por 1 a 0 pelo Olimpia no jogo de volta, no estádio Manuel Ferreira, em Assunção, no Paraguai. Para Negrini, aquela foi a partida em que o Galo mais se destacou coletivamente.

“A lembrança que fica de boa atuação é daquele jogo de volta contra o Olimpia mesmo, apesar da derrota. Digo isso por causa da superação. Foi uma partida muito difícil para a gente, em um campo muito pequeno, com pressão imensa… E mesmo com tudo isso a gente soube suportar a pressão dentro e fora de campo para segurar o resultado”, comentou.

Negrini contou sobre casos curiosos que aconteceram ainda no estádio em que o Galo conquistou o título. “Não teve nada de exame antidoping depois do jogo. Acabou a partida e a gente foi logo receber as medalhas. Fomos premiados debaixo de pedradas. Tivemos que ficar no meio-campo. Só o Paulo Roberto, como capitão, foi lá receber a taça. Se não me engano ele levou uma pedrada, inclusive”.

Leia, abaixo, a entrevista completa de Negrini:

Homem mais importante da final

Foi maravilhoso. Fazia pouco tempo que eu havia chegado ao Atlético e já estava em uma final da Conmebol. Marquei dois gols no primeiro jogo da final, naquela que foi a melhor noite da minha vida. Fiz os dois gols que nos deram a possibilidade de conquistar o título. Foi o grande momento da minha carreira. Consegui marcar dois gols em uma final com o estádio praticamente lotado, com uma torcida que é maravilhosa. Foi uma noite inesquecível.

Pressão pela conquista

O Atlético estava chegando de um Campeonato Brasileiro ruim e tinha acabado de trocar de treinador. Então, quando você chega em um time grande como é o Atlético, sempre tem aquela pressão por título. E, em cerca de dois, três meses eu já consegui essa taça.

Por que aquela equipe não engrenou e conquistou outras taças?

O time era bom, tinha um elenco muito forte. Nós fizemos de tudo para ganhar o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil daquele ano, mas esses títulos não vieram. Depois da Conmebol as coisas não funcionaram, o time não engrenou de vez. Não dá para explicar.

Atuação no Paraguai

A lembrança que fica de boa atuação é naquele jogo de volta contra o Olimpia mesmo, apesar da derrota. Digo isso por causa da superação. Foi uma partida muito difícil para a gente, em um campo muito pequeno, com pressão imensa… E, mesmo com tudo isso, a gente soube suportar a pressão dentro e fora de campo para segurar o resultado

Briga no avião

A gente estava voltando do jogo contra o Atlético Júnior e tínhamos um duelo complicado contra o Guarani. A gente teria que descansar no avião, mas tinham uns caras fazendo barulho no fundo. De repente, levantaram o Procópio e o nosso preparador físico e foram lá caçar confusão com os caras. Foi muito engraçado.

Pressão do Olímpia no Paraguai

Foi muito complicado segurar aquela pressão. Na época, o jogo nem foi televisionado, então, era muito difícil aguentar. O povo não sabia de quase nada que acontecia. Sinceramente não sei se os jogadores brasileiros aguentariam aquela pressão toda atualmente. Lá na frente era ainda mais complicado para mim, para o Sérgio Araújo e para o Aílton. A bola batia e voltava. Não sei como conseguimos suportar.

O nosso time, em si, era era muito diferenciado e tinha muitos jogadores experientes, isso foi importante para que a gente conseguisse suportar aquilo tudo.

Não teve nada de exame antidoping depois do jogo. Acabou a partida e a gente foi logo receber as medalhas. Fomos premiados debaixo de pedradas. Tivemos que ficar no meio-campo. Só o Paulo Roberto, como capitão, foi lá receber a taça. Se não me engano ele levou uma pedrada, inclusive.

No vestiário, enquanto a gente comemorava, um dirigente nosso também levou uma pedrada. Acho que foi o Ângelo Corrêa.

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