Em Wembley, Brasil usa força máxima contra Inglaterra em teste inédito para Tite

Redação V9

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Redação V9

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Legenda da foto
Paulinho foi o último jogador a marcar contra a Inglaterra pelo Brasil, em 2013, na reinauguração do Maracanã Fonte: Divulgação/CBF

A seleção brasileira faz nesta terça-feira um dos testes mais difíceis da ‘era Tite’ – o time enfrenta a Inglaterra, em Wembley, às 18 horas (de Brasília). Em seu primeiro jogo contra uma seleção europeia, o técnico vai mandar a campo a equipe considerada ideal – são os 11 titulares que poderão começar a Copa do Mundo da Rússia. O meio-campo do Brasil foi confirmado com Casemiro, Paulinho, Renato Augusto e Philippe Coutinho, além de Neymar com liberdade para “flutuar” entre o meio e o ataque.

Na semana passada, antes do amistoso contra o Japão, Tite havia afirmado que pretendia ver o Brasil jogando com espírito de Mundial. Contra a Inglaterra, o técnico lança mão de sua melhor escalação, mesmo que o rival treinado por Gareth Southgate esteja desfalcado. Com Coutinho recuperado de lesão, o treinador decidiu-se por Renato Augusto na disputa com Fernandinho e Willian. O time titular deverá ser escalado com Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Tite multiplicou os elogios a Willian, como se lembrasse dos valores que estarão no banco de reservas no início do confronto. “O importante é o trabalho de equipe. Quem observou o treinamento e a minha convocação viu que eu deixei um jogador de altíssimo nível (de fora) na primeira parte. Pedi a ele compreensão para dar oportunidade a outros atletas, até porque ele é um dos mais utilizados”, afirmou. “O fortalecimento de equipe é o que buscamos, muito mais do que a equipe titular.”

Mesmo que não assuma o time que entrará em campo em Wembley como titular, o treinador reconhece que está diante de um adversário que não apenas tem camisa e envergadura de grande do futebol mundial, mas também está em um grande momento e chega à Copa do Mundo como um dos favoritos ao título. Para o comandante, a seleção brasileira teve na vitória por 3 a 1 contra o Japão, em Lille, na França, na semana passada, um início promissor, acelerado, mas acabou caindo de nível e perdendo competitividade, até pelas experiências realizadas. Agora a situação é diferente.

“O nível de exigência técnico é superior sim”, avaliou, referindo-se ao time inglês. Segundo ele, nos últimos dez anos a Inglaterra soube adaptar seu DNA, de futebol de contato, de imposição física e bolas na área, agregando mais qualidade técnica. “Há uma mescla talvez histórica do futebol mais jogado, mais triangulado, no chão, mantendo o contato físico, a bola alta, que está no DNA”, analisou.

Sobre enfrentar pela primeira vez uma equipe europeia, Tite se disse honrado por estar em Wembley. “Mudam as características da equipe. A japonesa era muito móvel, a inglesa é muito técnica, de imposição física. Muda também o cenário, já que Wembley, como o Maracanã, é um templo do futebol mundial. Isso tudo interfere”, reconheceu, alegre de comandar a equipe em Londres.

Daniel Alves, que também deu entrevista coletiva nesta segunda-feira, confirmou que a atmosfera é diferente quando se enfrenta uma equipe como a inglesa em um palco como Wembley. “É muito especial pisar em templos de futebol. Wembley é um deles”, frisou.

Questionado sobre o time inglês, que terá oito desfalques no grupo – incluindo o meia Dele Alli e o atacante Kane, ambos astros do Tottenham -, o lateral fez questão de minimizar as baixas, lembrando que o elenco adversário é excelente e conta com jovens promessas. “Nós respeitamos a história da seleção que enfrentamos, e em consequência os nomes que estarão em frente”, disse.

Superesportes

LEIA TAMBÉM!