Grêmio sai da fila e levanta o pentacampeonato

Redação V9

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Redação V9

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Legenda da foto

Foram 15 anos de espera. O grito de campeão nacional estava preso na garganta da torcida gremista desde 2001. Sob o comando do ídolo Renato Gaúcho, agora bicampeão da competição, o Grêmio se tornou o maior campeão da Copa do Brasil: o Imortal é penta!

A final diante do Atlético Mineiro entrou para a história como o primeiro título levantado na Arena do Grêmio, estádio inaugurado em 2012. A nova taça na galeria do Tricolor quebrou um longo jejum de títulos nacionais das equipes gaúchas.
Primeira fase: Aparecidense é a surpresa do ano

Nem toda equipe da Série A teve vida fácil na primeira fase da Copa do Brasil. O Santa Cruz, que venceu o Rio Branco-ES no jogo de ida por 1 a 0, teve que segurar um empate sem gols no Arruda para avançar no torneio.

O Flamengo chegou a ser derrotado no jogo de ida pelo Confiança, e não conseguiu eliminar a partida de volta. Em Volta Redonda (RJ), na partida de volta, o Rubro-Negro confirmou o favoritismo e venceu a equipe sergipana por 3 a 0.

O Atlético Paranaense empatou fora de casa em 1 a 1 com o Brasil-RS, que costuma complicar a vida dos adversários no Bento Freitas. O Furacão venceu por apenas 1 a 0 o segundo jogo, e garantiu a vaga na segunda fase no sufoco.

O Sport, que preferiu colocar os reservas na competição, caiu para a Aparecidense, depois de ter perdido os dois jogos da primeira fase. A Copa do Brasil não é para os fracos.

Segunda fase: Flamengo cai para o Leão do Pici

O resultado que surpreendeu a todos na segunda fase foi a queda de um bicampeão. O Flamengo ficou no caminho do Fortaleza, e foi derrotado nas duas partidas: 2 a 1 na Arena Castelão e no Raulino de Oliveira. Uma das grandes surpresas desta temporada.

Outro time da Série A que também saiu na segunda fase foi o Coritiba. O Coxa perdeu para o Juventude por 1 a 0 em Caxias do Sul (RS), e não conseguiu reverter o placar em casa. O time gaúcho segurou o empate em 2 a 2 e se classificou.

Terceira fase: Santa Cruz, Chape e Figueira eliminados

Os primeiros confrontos entre equipes da Série A aconteceram logo na terceira fase: Figueirense x Ponte Preta e Atlético-PR x Chapecoense. No primeiro confronto, quem levou a melhor foi a Macaca. Depois do empate sem gols em Florianópolis, o time de Campinas aplicou um 5 a 0 no Moisés Lucarelli.

No duelo entre paranaenses e catarinenses, o Furacão levou a melhor com o gol que Walter marcou na Arena Condá. O jogo de ida, na Arena da Baixada, terminou sem gols, portanto o empate em 1 a 1 em Chapecó (SC) deu a classificação ao Atlético-PR, pelo gol marcado fora de casa.

Oitavas: finalistas suam para avançar

Grêmio e Atlético Mineiro não tiveram caminho fácil até a final. As duas equipes entraram nas oitavas de final, e enfrentaram Atlético Paranaense e Ponte Preta, respectivamente. O Tricolor gaúcho venceu o Furacão fora de casa por 1 a 0, mas no jogo de volta, na Arena do Grêmio, perdeu pelo mesmo placar e a decisão ficou para os pênaltis. O Rubro-Negro perdeu inacreditáveis cinco cobranças, com Marcelo Grohe defendendo três delas: Grêmio classificado.

O Atlético Mineiro também viveu seu drama. Depois de empatar no Mineirão por 1 a 1 no jogo de ida, a decisão da vaga ficou para o Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). A Ponte há três meses não sabia o que era sequer empatar em casa. Um desafio e tanto para o Galo. Roger e Felipe Azevedo fizeram 2 a 0 para a Macaca, e Lucas Pratto diminuiu para o Atlético-MG. Parecia que o time mineiro ficaria pelo caminho, mas Robinho, já nos últimos instantes, marcou o gol de empate que classificou a equipe mineira.

Quartas de final: São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas na disputa

A surpresa das quartas de final foi o Juventude, que eliminou Tocantinópolis-TO, Coritiba, Paysandu e São Paulo na trajetória até cair no caminho do Atlético-MG. Novamente o Galo não teve vida fácil, e a decisão foi para os pênaltis, depois de uma vitória por 1 a 0 para cada lado. E mais uma vez a torcida atleticana teve que reverenciar o goleiro “São Victor”, que defendeu duas cobranças e ajudou na classificação dos mineiros.

O Cruzeiro, que havia perdido para o Corinthians no jogo de ida por 2 a 1, virou o placar do confronto no Mineirão, ao vencer o Timão por 4 a 2, com dois gols do argentino Ramón Ábila. Diferente das oitavas de final, o Grêmio fez valer o fator casa, e derrotou o Palmeiras por 2 a 1 na ida. Bastou segurar o empate em 1 a 1 no Allianz Parque para garantir vaga entre os semifinalistas.

Semifinais: visitantes se dão bem

Jogar com a torcida a favor é sempre uma vantagem, mas não foi bem isso que aconteceu nas semifinais da Copa do Brasil. Nos jogos de ida, quem se deu bem foram os visitantes. No Mineirão, o Grêmio derrotou o Cruzeiro por 2 a 0 – gols de Luan e Douglas – e levou boa vantagem para Porto Alegre. No Beira-Rio, o Atlético Mineiro levou a melhor sobre o Internacional: 2 a 1, gols dos gringos Otero e Lucas Pratto, e William descontando para o Colorado.

Na volta, o Tricolor dos Pampas segurou um empate sem gols com o Cruzeiro, e saiu finalista da Arena do Grêmio. Com a vantagem, o Galo também arrancou um empate em casa: 2 a 2 com o Inter. Aylon e Anderson marcaram para o Colorado, e Robinho e Pratto para o Alvinegro.

Grande final: o fim do jejum x bicampeonato inédito

Nem o mais otimista torcedor do Grêmio esperava por essa. Em pleno Mineirão lotado, o Tricolor gaúcho derrotou o Atlético Mineiro por 3 a 1, na noite em que Pedro Rocha foi o grande protagonista. O atacante marcou os dois primeiros gols da partida, mas, depois de tirar a camisa na comemoração e fazer uma falta mais dura, foi expulso. Não há quem não se esqueça da imagem do artilheiro da noite chorando na porta do vestiário do Grêmio. O zagueiro Gabriel ainda diminuiu para o Alvinegro, mas Everton aumentou a conta.

Dia 7 de dezembro de 2016: recorde de público na Arena. Mais de 52 mil gremistas apaixonados lotaram as arquibancadas do novo estádio do Grêmio. O time de Renato Gaúcho segurou o empate até o segundo tempo, quando Miller Bolaños abriu o placar e explodiu a metade azul de Porto Alegre. Nem o golaço de Cazares do meio-campo foi capaz de calar o grito entalado há 15 nas gargantas gremistas.

CBF

LEIA TAMBÉM!