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Mano não adianta escalação, mas deve manter linha de trabalho para o clássico

Augusto Ikeda

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Fonte: Alexandre Guzanshe/E.M/D.A. Press

O técnico Mano Menezes tem como hábito confirmar as escalações do Cruzeiro somente momentos antes de cada partida. Entretanto, uma grande pista sobre o time foi dada na entrevista coletiva do comandante nesta sexta-feira, antes do treino vespertino na Toca da Raposa II. Em sua primeira resposta, Mano indicou que manterá a “linha de trabalho” para o clássico com o Atlético, domingo, às 16h, no Independência, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Vamos manter a linha de trabalho. A escalação, como sempre, sai próxima ao jogo. Mas certamente não teremos grandes alterações porque não tem sentido fazer isso com a equipe produzindo bem. Até a forma de corrigir aquilo que não está saindo tão bem é com a manutenção e o ajuste de pequenos detalhes”, disse o treinador. O referido time que tentará subir na tabela da Série A (ocupa o 10º lugar, com 14 pontos) é formado por Fábio; Ezequiel, Caicedo, Leo e Diogo Barbosa; Lucas Romero, Ariel Cabral, Robinho e Thiago Neves; Alisson e Rafael Sobis.

A provável sequência da equipe tem uma boa justificativa: a atuação produtiva do setor ofensivo nos jogos contra Grêmio (empate por 3 a 3, pela oitava rodada do Brasileiro), Coritiba (vitória por 2 a 0, pela 10ª rodada do Brasileiro) e Palmeiras (empate por 3 a 3, pelo duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil). Nessas partidas, o quarteto composto por Robinho, Thiago Neves, Alisson e Rafael Sobis deu trabalho aos adversários com muita rapidez na troca de passes e nos contra-ataques. A preocupação de Mano é para que o setor defensivo – muito criticado no jogo contra o Palmeiras – seja tão equilibrado quanto o ataque.

“Futebol é assim, né?! Tem que criticar e elogiar. Há pouco tempo a gente era a defesa que menos sofreu gols, mas também éramos o ataque que estava fazendo poucos gols. Até houve a possibilidade de a gente bater recorde negativo de passar quatro jogos sem fazer gols, mas fizemos. E cabe ao treinador solucionar o problema defensivo agora da mesma maneira como ele solucionou o problema ofensivo. Não fazia gol, começou a fazer gol. E agora temos que corrigir a outra parte para que a equipe seja mais equilibrada. Não pode haver a necessidade de se marcar tantos gols para se construir uma vitória. Futebol é assim. O trabalho é o único caminho para a gente resolver no dia a dia as questões que precisam ser resolvidas”.

Mano Menezes também comentou a necessidade de o Cruzeiro saber atuar de maneiras distintas com a mesma escalação para escapar de possíveis estratégias adversárias. “O Cruzeiro está chegando num patamar de equipe em que ele pode manter o jeito de jogar tanto dentro quanto fora de casa. É isso que estávamos procurando. Precisamos manter, em circunstâncias diferentes, dentro da partida. Quando estiver vencendo, é saber jogar com o resultado a favor e suportar as dificuldades do jogo. O adversário do outro lado também tem seus méritos. É saber ter comportamentos diferentes com a mesma formação. Uma equipe não pode ficar mudando a todo jogo ou propondo coisas diferentes. Ela precisa se impor sobre outra equipe com a mesma maneira de jogar. É isso que faz uma equipe vencedora e a coloca nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, que é muito difícil”.

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