Palmeiras e o fim de um jejum de 22 anos

Redação V9

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O dia 27 de novembro decretou o fim de um jejum de 22 anos para o Palmeiras. Com uma vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, o Alviverde conquistou o seu nono título brasileiro, o primeiro desde 1994. Depois do apito final da partida, Dudu, Gabriel Jesus, Cuca e cia. receberam a taça do Brasileirão 2016 no gramado do Allianz Parque, para delírio de seus torcedores.

A superioridade do Palmeiras pode ser traduzida pelos números do time no campeonato. Não por acaso, o Porco terminou o torneio com o segundo melhor ataque e a melhor defesa. Foram 60 gols marcados e apenas 31 sofridos, que levaram o Palmeiras a 23 vitórias, número que ninguém alcançou neste campeonato. Além de ser o time que mais venceu, o Alviverde também foi o que menos perdeu: somente seis derrotas.

Jesus e Jailson, nomes do título

Se o Palmeiras foi, desde o início, uma das principais forças do campeonato, muito disso se deve ao talento de Gabriel Jesus. Despedindo-se do clube que o revelou, o jovem de 20 anos viveu um ano mágico, que terminou no primeiro título brasileiro de sua carreira.

Artilheiro do clube na competição, com 12 gols, Jesus foi um dos principais pilares do ataque palmeirense. E não foi só na quantidade de gols que Gabriel se destacou. Classificados para a Libertadores da América, Atlético-PR, Flamengo e Atlético-MG sofreram nas mãos (e nos pés) do camisa número 33 do Palmeiras. Nem mesmo o Grêmio, campeão da Copa do Brasil, escapou do faro de gols de Jesus.
Se Jesus carregou o ataque, na defesa, um herói improvável cresceu durante a competição. Com a lesão do goleiro Fernando Prass, Jailson assumiu a meta do Palmeiras, e honrou a tradição palestrina de goleiros ídolos. Aos 35 anos, o arqueiro agarrou como sabe a maior chance de sua carreira, e foi um dos grandes responsáveis pelo título do Palmeiras. Com Jailson como titular, o Porco não perdeu. Foram 18 partidas, 13 vitórias e somente 11 gols sofridos.

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A primeira vez do G-6

Mas não foi só de Palmeiras que foi feito o campeonato. Na parte de cima da tabela, clubes como Santos, Flamengo e Atlético-MG protagonizaram, em diferentes momentos, a luta pela liderança com o Alviverde. Os três, além de Atlético-PR e Botafogo, garantiram também a vaga para a Taça Libertadores da América. Essa foi a primeira edição do Campeonato Brasileiro que incluiu as novas vagas para a competição continental, que vieram com as mudanças estabelecidas pela Conmebol.

Revelações na prancheta

Esse também foi o Brasileiro que revelou jovens e promissores treinadores. Em seu primeiro ano como treinador de um time profissional, Zé Ricardo comandou o Flamengo rumo ao vice-campeonato do Brasileirão. Ele assumiu o time depois de Muricy Ramalho, tetracampeão brasileiro, ter sido afastado por problemas médicos.

Outro treinador que apareceu bem durante o Brasileirão foi Jair Ventura, no Botafogo. Depois da saída de Ricardo Gomes para o São Paulo, o filho do Furacão da Copa tomou as rédeas do Botafogo e fez um grande trabalho. Com Jair à beira do gramado, o Bota conquistou uma vaga na Taça Libertadores da América da próxima temporada.

Dois artilheiros inéditos, uma figura carimbada

A artilharia do campeonato dessa vez foi dividida em três: Diego Souza, Fred e William Pottker, com 14 gols. Essa é a terceira vez que Fred é o artilheiro do Brasileirão. As outras duas foram em 2012 e 2014, ambas com a camisa do Fluminense. No Brasileirão 2016, Fred marcou pelo Fluminense e pelo Atlético-MG, clube para o qual foi transferido durante a temporada. Já Diego Souza e Pottker são dois artilheiros inéditos na competição. Diego Souza foi o primeiro meia a liderar o campeonato em gols na era dos pontos corridos. Aos 22 anos, Pottker conquistou a artilharia em sua primeira disputa pela Ponte Preta.

Elevador

Na parte debaixo da tabela, também não faltaram surpresa. O Internacional acabou rebaixado para a Série B pela primeira vez em toda sua história. Além do Colorado, Figueirense, Santa Cruz e América-MG terminaram entre os últimos quatro lugares e também carimbaram o passaporte para a Série B. Eles serão substituídos por Atlético-GO, Avaí, Vasco da Gama e Bahia na próxima temporada.

Vamos, vamos, Chape!

Apesar dos meses de um campeonato muito disputado, uma notícia tomou conta dos corações do torcedor brasileiro nos últimos dias da temporada. O acidente aéreo em Medellin, que vitimou fatalmente 71 pessoas, tirou a vida de jogadores, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense, além de convidados do clube e membros da imprensa esportiva brasileira.

O luto pela perda de pessoas tão valiosas comoveu o mundo esportivo, e rendeu homenagens em todo o globo. Lamentar esta tragédia nunca será o suficiente. A CBF reforça os seus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas, além de desejar uma rápida e tranquila recuperação para Alan Ruschel, Neto, Jackson Follman, Rafael Henzel, Erwin Tumiri e Ximena Suárez, sobreviventes do acidente aéreo.

CBF

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