Família relata abusos e violência sofridos por adolescente de 13 anos em escola estadual de Uberlândia


A família de um estudante de 13 anos denunciou que o adolescente foi vítima de agressões físicas e de uma possível violência sexual no interior de uma instituição de ensino no bairro Daniel Fonseca, em Uberlândia. O garoto, que possui diagnóstico de deficiência intelectual e está em fase de investigação para transtorno do espectro autista (TEA), é aluno do 8º ano da Escola Estadual Ângela Teixeira da Silva.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), o caso teria ocorrido no banheiro da escola. Imagens do circuito interno de segurança da escola registraram o momento em que o adolescente foi levado ao local por outros alunos, momento em que as agressões teriam sido praticadas.

Câmeras de segurança da escola registraram momento em que o garoto foi levado ao banheiro por outros alunos | Reprodução

A suspeita começou após os pais observarem um sangramento e alterações no comportamento do garoto. Inicialmente, ele negou ter sofrido qualquer tipo de violência. Dias depois, ao ser questionado por membros da direção da instituição, ele confirmou as agressões. Relatos da família indicam ainda que o episódio não teria sido um fato isolado.

O estudante recebeu atendimento médico e realizou exames periciais para apurar a extensão das lesões e comprovar as acusações.

As suspeitas começaram quando os pais do adolescentes notaram sangramentos e machucados no garoto | Reprodução

Em nota, a direção da escola confirmou que abriu um procedimento de apuração interna assim que tomou conhecimento do relato e acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que acompanha o desdobramento do caso e que disponibilizou suporte psicológico e social ao aluno e à comunidade escolar por meio do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE).

A Delegacia de Menores de Uberlândia também informou que foi instaurado inquérito policial e que tramita em prioridade. Contudo, em respeito ao princípio da proteção integral à criança e ao adolescente previsto no ECA, não falará nada a respeito do caso.

As investigações prosseguem sob responsabilidade da Polícia Civil, com o acompanhamento do Conselho Tutelar.