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Nesta quinta-feira (25), Marcos Antônio da Silva Neto foi localizado e preso pela Polícia Militar (PM) no bairro Santos Dumont, em Frutal. Ao perceber a chegada dos policiais, o ele ainda tentou fugir pulando os muros de algumas casas da região, mas foi alcançado, detido e encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil.
Marcos era considerado foragido desde que foi indiciado pelo homicídio de Rafael Garcia Pedroso, ocorrido no dia 31 março deste ano. Com a conclusão das investigações, a Justiça converteu a prisão temporária dele em preventiva. O caso choca pela linha do tempo que une suspeito e vítima em um ciclo de violência, trauma e vingança.
O homicídio que motivou a prisão de Marcos aconteceu em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade de Frutal. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima aguardava a esposa quando foi surpreendida e atingida por vários disparos nas costas.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o crime foi meticulosamente planejado: Marcos monitorou a rotina de Rafael durante aproximadamente dois meses antes de executar o ataque.
O feminicídio de 2016
A motivação por trás do assassinato remete a um crime ocorrido há uma década. Em julho de 2016, Rafael Garcia Pedroso matou a facadas sua então companheira, Glauciane Cipriano, durante um churrasco após uma cavalgada. O crime, cometido com cerca de 20 facadas, foi presenciado pelo filho de Glauciane, Marcos, que tinha apenas nove anos de idade na época.
Rafael foi condenado por homicídio qualificado no contexto de violência doméstica e feminicídio. Após cumprir parte da pena na penitenciária de Frutal e, posteriormente, na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), ele obteve o direito à prisão domiciliar em janeiro deste ano.
O benefício do regime domiciliar foi concedido a Rafael por decisão judicial devido à falta de vagas em um estabelecimento adequado para o regime semiaberto, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apenas dois meses após ganhar a liberdade domiciliar, Rafael foi executado. Agora, dez anos depois de assistir à morte da mãe, Marcos passa de testemunha de um trauma de infância a principal acusado de realizar justiça pelas próprias mãos.
Marcos Antônio da Silva Neto permanece preso preventivamente e está à disposição da Justiça. O caso segue sob acompanhamento e finalização dos trâmites pela Polícia Civil.
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