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Na tarde desta segunda-feira (2), um fisiculturista de 30 anos foi preso pela Polícia Militar (PM) por ter agredido violentamente sua companheira, uma mulher de 29 anos. A prisão ocorreu em uma academia no bairro Alto Umuarama, após a vítima conseguir enganar o agressor para acionar o socorro.
A ocorrência teve início no bairro Custódio Pereira. Segundo o relato da vítima aos militares, as agressões físicas que ela sofria se intensificaram durante o último final de final de semana, quando ela foi atingida por socos, tapas e chutes. Além da violência física, a mulher relatou que foi obrigada, sob ameaça, a gravar um vídeo “justificando” as agressões sofridas.
Ao perceber que a companheira apresentava hematomas severos no rosto e não tinha condições de aparecer em público, o homem a manteve trancada em casa. Para tentar contornar a situação, ele comprou medicamentos e prometeu que “tudo seria diferente” a partir daquele momento.
A vítima afirmou aos militares que fingiu acreditar nas promessas do agressor para ganhar sua confiança. A oportunidade de fuga surgiu quando o fisiculturista saiu de casa para treinar e, assim que ficou sozinha, a mulher ligou para o 190 para relatar o crime à PM.
Em relação ao estado de saúde da mulher, ela apresentava hematomas visíveis no rosto e pelo corpo, além de queixar-se de dores intensas na cabeça e nos membros; sendo prontamente encaminhada para atendimento médico na Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do bairro Roosevelt.
Com base nas informações e na localização fornecida pela vítima, equipes da PM se deslocaram até uma academia no bairro Alto Umuarama. De acordo com testemunhas e sócios do estabelecimento, os policiais entraram no local, identificaram o suspeito e efetuaram a prisão. O homem não ofereceu resistência à abordagem.
O fisiculturista foi conduzido à Delegacia de Plantão, onde o caso foi registrado. Ele deve responder por lesão corporal, ameaça e cárcere privado, conforme as diretrizes da Lei Maria da Penha.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo número 180, correspondente à Central de Atendimento à Mulher; ou diretamente pelo ramal 190, da Polícia Militar.
