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O fornecimento de refeições no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) começará a voltar à normalidade nos próximos dias. A decisão foi firmada durante uma reunião emergencial no Ministério Público Federal (MPF), que reuniu representantes da Vigilância Sanitária, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e da empresa de alimentos contratada.
O principal objetivo do acordo é evitar que pacientes e acompanhantes fiquem sem alimentação ou sofram com novos desabastecimentos enquanto o impasse jurídico e sanitário não é resolvido de forma definitiva.
A crise no abastecimento começou poucos dias atrás, quando a cozinha industrial da empresa responsável pelas refeições foi interditada cautelarmente pela Vigilância Sanitária de Uberlândia. Durante a fiscalização de rotina, os técnicos do órgão municipal encontraram diversas irregularidades graves, que incluíam a falta de condições adequadas de higiene, problemas na organização geral do espaço e a inadequação sanitária das instalações.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a empresa já havia sido notificada anteriormente para corrigir as falhas. Como uma nova inspeção constatou que parte dos problemas persistia, a interdição foi inevitável.
A empresa justificou que as irregularidades apontadas estavam restritas a uma estrutura provisória, utilizada temporariamente devido a obras de reforma e modernização em sua sede. A fornecedora garantiu que já estava realizando as adequações exigidas pelos órgãos fiscalizadores.
Logo após o fechamento da cozinha industrial, os reflexos foram sentidos dentro do hospital: acompanhantes de pacientes relataram severas dificuldades para receber as refeições diárias. Para conter a crise, o HC-UFU precisou acionar um plano de contingência emergencial, que incluiu a transferência da produção e do porcionamento das refeições para uma área interna do próprio hospital, além de mudanças temporárias no cardápio devido às limitações do espaço improvisado.
Com o novo entendimento firmado na reunião do MPF, a empresa ganhou o aval para retomar o fornecimento das refeições por um período de 20 dias. Esse prazo foi considerado essencial para garantir o atendimento humanizado na unidade de saúde, dando tempo hábil para que a situação sanitária e estrutural da fornecedora seja completamente regularizada, sem novos prejuízos aos usuários do SUS.
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