DNIT proíbe montagem de barracas de apoio aos romeiros nas margens da BR 365

Augusto Ikeda

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A superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) proibiu a montagem, nas margens da BR 365, de barracas de apoio às pessoas que caminharem até o santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Romaria.

Em nota divulgada para imprensa, o órgão informou que não possui suporte operacional suficiente para garantir a segurança dos romeiros que caminharem pelo local. E a notícia não agradou quem vai participar da caminhada até Romaria, como dona Isaura Garcia Bueno, que começará sua jornada na próxima sexta-feira (4/8).

“Sem essa assistência que a gente tem na estrada, essas barracas, não tem como a gente ir. Pois como que a gente vai carregar um alimento e água daqui até lá? Não tem como”, disse.

Na mesma nota, o DNIT informou que irá separar a terceira faixa da BR 365 com tambores e cones, além de deixar placas de sinalização alertando motoristas sobre a presença dos romeiros na pista.

Notificação para quem montar barracas

Além disso, o órgão também informou que irá notificar, judicialmente, qualquer pessoa que montar barracas ao longo da via.

Mesmo sabendo da notificação, uma tradicional barraca, que fica a cerca de 15 km de distância de Uberlândia, continua com os preparativos para montá-la.

O fotógrafo Gaspar de Souza Cabral é um dos coordenadores dessa barraca, que já presta assistência aos romeiros há 11 anos. Ele diz que não vê um motivo justificável para a proibição.

“Acho que o DNIT tinha de, pelo menos, agir igual o ano passado. ‘Olha, a gente não pode ajudar, mas a gente não vai atrapalhar, que vocês façam o trabalho social de vocês’. A gente assume a nossa responsabilidade de estar montado nossa barraca, como há 11 anos”, disse.

Ainda segundo Gaspar, a intenção da barraca é justamente prestar ajuda e solidariedade para todos os romeiros, a partir de doações que a entidade recebe. “Já é um ano arrecadando e se preparando para esse momento. Então, são 15 dias que a gente fica lá, são 15 dias de solidariedade de quem doa e de quem faz o trabalho lá”, comentou.

Informações nos locais: Carlos Vilela

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