Pipa: um brinquedo popular até entre adultos, mas é importante estar alerta com seus perigos

Augusto Ikeda

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No Bairro Luizote de Freitas, um empresário ganha a vida fabricando pipas nos fundos de sua casa e vendendo-as tanto para crianças quanto para adultos.

João da Pipa, como ficou conhecido, diz que chega a fabricar quase nove mil pipas por dia, e que ele e a esposa continuam a produção até mesmo durante a noite. Ele garante que alguns clientes chegam a comprar 300 unidades de uma só vez.

Apesar de trabalhar com a fabricação e venda de um brinquedo popular entre crianças e adultos, João afirma que nunca soltou uma pipa na vida, e que a ideia de produzi-las surgiu a partir de sua esposa.

“Foi eu e meu filho que começou (sic). Eu morava em uma chácara e não tinha como sair pra trabalhar. Aí conheci uma mulher que fazia e ela me ensinou. Depois, ela deixou de fazer e nós continuou (sic)”, explicou a mulher de João.

Perigos

Apesar de ser um brinquedo tradicional e popular entre pessoas de qualquer idade, as pipas ainda apresentam alguns perigos e é preciso tomar algumas medidas de segurança antes de soltá-las.

“Evitar soltar pipas em lajes, em locais onde haja trânsito de veículos, por que ela (a pessoa) pode se descuidar, entretida com a pipa, e sofrer um acidente de trânsito ou mesmo sofrer uma queda”, explicou a Tenente Shirley, do Corpo de Bombeiros.

Um problema muito comum e recorrente com as pipas é o uso do cerol ou da linha chilena. A venda dos dois produtos é proibida, mas é sempre possível encontrá-los ilegalmente. A Tenente Shirley lembra que a Polícia Militar pode  até mesmo prender quem faz uso de qualquer um deles.

“A Polícia Militar está sempre fazendo suas apreensões desses produtos. São produtos de origem clandestina, é crime a venda e a utilização também desse cerol. Se a polícia fizer o flagrante de alguma criança utilizando o cerol, os pais também vão ser responsabilizados”, disse.

Outro perigo da brincadeira é soltar pipas perto dos fios da rede elétrica. “A gente pede para as crianças soltarem suas pipas em locais abertos, praças, parques e não em vias públicas, próximo as redes de média e alta tensão. Isso é um problema, as pipas se enroscam nesses fios e a criança, na ânsia de buscar a pipa, pode sofrer um acidente”, disse a Tenente.

Informações no local: Lourival Santos e Carlos Vilela

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