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Professor da UFU explica que chuvas podem se estender até início de dezembro

Redação V9

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A chuva que cai em Uberlândia desde a noite da última terça-feira causou alguns alagamentos por diversos bairros da cidade, incluindo uma escola, que precisou suspender as aulas, e a UAI do Bairro Tibery. E de acordo com estação climatológica da Universidade Federal de Uberlândia, mais precipitações podem ocorrer pelos próximos dias.

Em entrevista ao vivo para o programa Chumbo Grosso 2ª Edição, o professor Paulo Cezar Mendes disse que essa chuva já era aguardada pela região estar sob efeito da zona de convergência do Atlântico Sul (que causa o aumento de precipitações) e ela pode se estender até o início do mês de dezembro.

“Ela (a zona de convergência) tende a provocar chuva durante duas, três ou até quatro semanas. Então, pra esse final do mês de novembro e início do mês de dezembro, ainda temos expectativa de muitas chuvas aqui pra nossa região”, disse Paulo.

O professor comentou que era até esperada a chuva forte que foi registrada nas últimas horas (foram registrados 56 milímetros, o equivalente a 1/3 do que era esperado para o mês de novembro), mas lembrou que parte dos alagamentos ocorreu por conta de bueiros entupidos, proveniente do lixo jogado pelas ruas e vias.

“Nós temos um sistema de drenagem bom, com a exceção do Bairro Morumbi, que pela topografia, impede um escoamento muito rápido da água. Mas a maioria dos transtornos pela cidade é pelo entupimento das bocas de lobo. Podemos ter outros transtornos pela cidade, mas que podem ser minimizados se a população colaborar nesse sentido”, explicou.

Paulo Cezar também lembra que apesar dos transtornos causados pela chuva, o início do período chuvoso é muito bem vindo, após Uberlândia registrar mais de 100 dias de estiagem, que se estendeu entre os meses de maio e setembro. Mas lembra que ainda é necessário mais precipitações para conseguir recuperar o que foi perdido durante a temporada de seca.

“As primeiras chuvas começam a repor aquele déficit hídrico que perdemos a partir do mês de maio, quando nós entramos no período seco. Ela vai aumentar um pouco a umidade do solo, mas ela ainda é insuficiente para atender todo aquele déficit hídrico que perdemos nos últimos 4,5 meses. Essa reposição completa começar a ocorrer a partir de fevereiro, março”, explicou o professor.

Informações no local: Carlos Vilela

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