Vestibulandos questionam critérios para vagas de cotas raciais da UFU e acionam o MPF

Augusto Ikeda

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Fonte: TV Vitoriosa

Um grupo de estudantes que prestaram a última edição do vestibular da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) entrou no Ministério Público Federal (MPF) contra a instituição de ensino. Eles questionam os métodos utilizados na entrevista para preencher as vagas de cotas raciais de processo seletivo.

A mãe de uma vestibulanda afirma que no edital, estava escrito que os critérios de escolha eram diretos, mas que a entrevista avaliou os candidatos de forma pessoal, como, por exemplo, se já haviam sofrido preconceito racial ou bullying.

“Foi feita uma entrevista com eles, aonde perguntaram se eles já tinham sofrido algum preconceito racial e tirou uma foto. Eles não ficaram nem um minuto na sala e saiu (sic). E o critério do edital falava que eles iam avaliar pela cor, fisionomia do rosto e pelo cabelo. Nós não aceitamos isso e que não foi cumprido pelo edital”, disse.

Os seis candidatos que entraram com processo no Ministério Público agora aguardam uma resposta da UFU por meio de uma possível ação judicial. Eles estão entre os pouco mais de 100 candidatos que foram rejeitados na entrevista conduzida pela universidade para homologar as 500 vagas de cotas raciais oferecidas pelo vestibular.

Saída do diretor de processos seletivos

Na tarde da última terça-feira (25), o diretor de processos seletivos da UFU, Dênis Xavier, informou nas redes sociais que, a pedido da administração superior da universidade, ele colocou o cargo a disposição seis meses após assumir a Diretoria de Processos Seletivos (Dirps).

Apesar do pouco tempo de trabalho, seu período no cargo foi marcado pela tentativa de fazer o vestibular da UFU se tornar mais barato e moderno. Uma novidade, por exemplo, é que todo o processo aconteceu em um único final de semana, diferente de edições anteriores.

Nota da Universidade

Em nota, a Universidade Federal de Uberlândia se pronunciou a respeito da ação dos vestibulandos no Ministério Público e da saída de Dênis Xavier

Sobre o ação dos candidatos, o Pró-reitor de Graduação, Armindo Quilici Neto, participou de uma reunião no MPF no início da tarde desta quarta-feira (26) para se inteirar do posicionamento do Ministério a respeito do problema.

Já com relação à saída de Dênis Xavier, a instituição afirmou que o desligamento foi uma decisão administrativa e que deve nomear um novo Diretor de Processos Seletivos até amanhã (27).

Informações no local: Vinícius Lemos

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