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Um anúncio inusitado por pouco não se transformou em prejuízo financeiro para um morador de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. O homem quase transferiu R$ 500 a um estelionatário que prometia a venda de supostos “mini dinossauros” anunciados no WhatsApp.
Para enganar as vítimas e dar aparência de veracidade ao negócio impossível, o golpista utilizava imagens altamente detalhadas geradas por inteligência artificial (IA). A proposta exigia o pagamento adiantado via Pix, com a promessa de que novos vídeos das “criaturas” seriam enviados após a confirmação da transferência.
A fraude só não se consumou porque o comprador decidiu mostrar o material a um conhecido antes de efetivar o pagamento. Ao analisar os detalhes visuais das imagens, a pessoa percebeu padrões típicos de renderização por IA e alertou sobre a impossibilidade biológica da oferta. A negociação foi interrompida imediatamente.
Especialistas em segurança digital reforçam que o avanço das ferramentas de inteligência artificial tem sido aproveitado para criar fraudes cada vez mais elaboradas. Para evitar cair em golpes desse tipo, a principal orientação é desconfiar imediatamente de ofertas absurdas, como a venda de espécies extintas ou animais exóticos inexistentes na fauna mundial, o que representa um sinal claro de fraude.
Além disso, é essencial examinar atentamente os detalhes das imagens divulgadas, observando erros de textura, proporções anatômicas estranhas, patas disformes ou fundos desfocados de maneira não natural, elementos que costumam indicar o uso de IA. Por fim, recomenda-se nunca realizar pagamentos antecipados, evitando transferências via Pix para vendedores desconhecidos sem antes conferir a existência real do produto ou do animal pessoalmente.
