Homicídio de caseiro em zona rural de Monte Carmelo foi motivado por ciúmes e vingança


Um crime de violência extrema chocou os moradores da zona rural de Monte Carmelo quando um caseiro de 73 anos foi brutalmente assassinado dentro da residência onde trabalhava e vivia. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi surpreendida enquanto assistia televisão, sem qualquer chance de defesa.

O suspeito, um homem de 47 anos, deu início ao crime após arrombar a porta da cozinha da propriedade. A partir daquele momento, o que se desenrolou foi um ataque de fúria cruel: o idoso foi atingido repetidas vezes em diversas partes do corpo por cerca de 30 golpes de faca, evidenciando a brutalidade do agressor.

Não satisfeito com o assassinato, o criminoso ainda mutilou a vítima após a morte, decepando seus órgãos genitais. Devido à extrema violência aplicada ao corpo, a perícia técnica classificou a ação como vilipêndio de cadáver, um crime que pune o desrespeito aos mortos.

Após o assassinato, o autor tentou limpar a cena do crime para apagar vestígios. Ele arrastou o corpo do idoso por aproximadamente 50 metros até uma represa próxima, onde tentou escondê-lo sob diversos objetos para dificultar a localização pelas autoridades.

A fuga do criminoso foi interrompida no distrito de Celso Bueno, onde foi localizado e preso em flagrante. No veículo do suspeito, os agentes encontraram marcas de sangue, embora a faca utilizada no crime tivesse sido descartada em uma lavoura e não foi recuperada de imediato.

Em depoimento, o homem confessou o crime e revelou a motivação: ele afirmou ter agido por vingança e ciúmes, alegando um suposto envolvimento amoroso entre a vítima e sua ex-companheira.

A Polícia Civil concluiu as investigações e o homem foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado motivado por razões fúteis e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de responder pelo crime de vilipêndio de cadáver.

O suspeito segue detido no sistema prisional, à disposição da Justiça. Para os investigadores, o conjunto de provas reunidas, incluindo a confissão e os vestígios biológicos no carro, é contundente para confirmar a autoria e a barbárie do ato que marcou a história policial da região.

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