Júri rejeita tese de legítima defesa e condena réu a 24 anos de prisão por assassinato de pai e filho em bar de Uberlândia


O Tribunal do Júri da Terceira Vara Criminal de Uberlândia condenou o réu Marcus Winycius a 24 anos de reclusão pelo assassinato de um homem e seu filho em um bar da cidade. O julgamento, realizado no final da última semana, encerra um capítulo de um crime que causou forte comoção pública e que aguardava desfecho há sete anos.

Durante a sessão, os jurados rejeitaram a tese de legítima defesa sustentada pelos advogados do acusado. Diante da decisão do conselho de sentença, a Justiça fixou a pena definitiva pelo crime de duplo homicídio qualificado por motivo fútil.

Relembre o caso

O crime foi registrado na madrugada de 17 de fevereiro de 2019, em um bar localizado no bairro Brasil, em Uberlândia. As vítimas, Flávio Pacheco, de 42 anos, e seu filho, Waldomiro Pacheco, de 23, estavam no estabelecimento quando se envolveram em uma discussão verbal com Marcus Winycius.

Conforme a denúncia do Ministério Público, após o desentendimento, o acusado saiu do local, foi até seu veículo e buscou uma pistola. Ele retornou armado para o interior do bar e efetuou disparos à queima-roupa contra pai e filho. Ambos sofreram ferimentos graves e morreram ainda no local, antes de receberem socorro médico.

Após cometer o duplo homicídio, Marcus Winycius fugiu de Uberlândia e permaneceu com o paradeiro desconhecido por anos. A localização do indivíduo foi elucidada apenas no ano passado, quando investigações apontaram que ele estava no município de Hortolândia, no interior do estado de São Paulo; onde foi capturado pelas forças de segurança.

Recambiado para o Triângulo Mineiro, o réu deu entrada no Presídio Professor Jacy de Assis no início deste mês. Com a manutenção do regime fechado decretada na sentença do júri, Marcus Winycius permanece na unidade prisional para dar início ao cumprimento oficial da pena estabelecida pela Justiça.