Justiça absolve ex-vereadora Pâmela Volp em processo sobre tráfico de drogas em presídio de Uberlândia


A Justiça de Uberlândia absolveu a ex-vereadora Pâmela Volp e outros dois investigados em um processo criminal que apurava um suposto esquema de tráfico de drogas dentro da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga. Na decisão, a magistrada responsável pelo caso entendeu que não havia elementos suficientes no processo para comprovar a prática dos crimes e a associação para tal prática.

A sentença se fundamentou na fragilidade do conjunto probatório apresentado pelas investigações. Entre os pontos considerados pela juíza para decretar a absolvição, destaca-se a falta de materialidade, uma vez que não houve apreensão física de substâncias entorpecentes e, consequentemente, não foram produzidos laudos periciais que confirmassem a existência real do material ilícito citado na denúncia.

Além disso, pesou o recuo de testemunhas durante a fase de audiências na Justiça, momento em que pessoas importantes para o caso mudaram suas versões, afirmando em juízo não se lembrar dos fatos ou negando categoricamente os relatos detalhados que haviam apresentado anteriormente no inquérito policial.

Diante da ausência de provas consideradas consistentes para sustentar uma condenação, o próprio Ministério Público (MP), autor da denúncia inicial, manifestou-se favoravelmente à absolvição dos acusados na etapa de alegações finais do processo.

Apesar de ser absolvida desta acusação específica de tráfico no presídio, a situação de liberdade de Pâmela Volp não sofreu alterações imediatas.

A ex-vereadora permanece cumprindo regime de prisão domiciliar devido a determinações judiciais vinculadas a outros processos em andamento. Como parte das medidas cautelares impostas pelo Judiciário, ela continua fazendo o uso de monitoramento por tornozeleira eletrônica e deve seguir restrições de horários e deslocamento.