Reprodução redes sociais
Presidente de LaLiga afirma que Vini Jr., Mbappé e Konaté deveriam seguir a decisão institucional de apoiar a cidade espanhola
O presidente de LaLiga, Javier Tebas, criticou os jogadores do Real Madrid que não exibiram completamente uma camiseta de apoio a Ceuta antes da partida contra o Elche, disputada nesta terça-feira (15), no estádio Martínez Valero.
Vinícius Júnior, Kylian Mbappé e Ibrahima Konaté entraram em campo com a camisa da campanha, que trazia a frase “Todos somos caballas”, mas esconderam parcialmente a mensagem. Vini e Mbappé enrolaram a camiseta até a altura do peito, enquanto Konaté segurou a peça nas mãos. Os três deixaram de exibir a camisa antes dos demais jogadores.
Em entrevistas a portais espanhóis, Tebas afirmou que os atletas deveriam seguir a decisão institucional tomada pelos clubes e pela competição.
“Já vimos que três jogadores decidiram não a vestir. Não vestir metade é como não a vestir”, disse o presidente de LaLiga.
Ele também afirmou que a iniciativa não deveria ser tratada como uma manifestação individual dos atletas.
“São atos institucionais, são atos de clube, não são atos pessoais em que você tenha que manifestar a sua opinião pessoal”, declarou.
Real Madrid defende liberdade dos atletas
O Real Madrid afirmou que respeita o direito de seus jogadores de terem opiniões diferentes.
Um dirigente do clube disse que a equipe aceitou o pedido do Elche para participar da ação de solidariedade a Ceuta, mas que cada atleta teve liberdade para decidir como usaria a camiseta.
A explicação do protesto é a possibilidade que os jogadores são estrangeiros, mas não permite concluir, por si só, quais foram as motivações individuais de Vini, Mbappé e Konaté.
Mbappé posteriormente afirmou que também queria demonstrar solidariedade aos imigrantes que morreram.
Mensagem fazia referência a Ceuta
As equipes do Elche e do Real Madrid entraram em campo usando camisetas com a frase “Todos somos caballas”.
O termo “caballas” é usado como apelido para os moradores de Ceuta, território espanhol localizado no norte da África.
A campanha ocorreu em meio a um cenário de tensão migratória e a manifestações de solidariedade à população de Ceuta. Segundo dados citados na cobertura do caso, mais de 70 mil pessoas atravessaram irregularmente do Marrocos para a cidade no fim de julho.
O dado deve ser interpretado dentro do contexto migratório da região e não permite, por si só, concluir que os jogadores tenham assumido posições específicas sobre o tema.
SBT News
