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Oferta gratuita dependerá de indicação médica, protocolo clínico e avaliação de projeto-piloto com 250 pacientes em Porto Alegre
O Governo Federal prepara a ampliação do uso de canetas emagrecedoras para o tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma visita ao novo complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.
Segundo o presidente, as canetas deverão ser oferecidas gratuitamente a pacientes com obesidade, desde que haja indicação médica e o cumprimento de critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, afirmou Lula.
Protocolo ainda está em elaboração
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo trabalha na definição de um protocolo para indicar quais pacientes poderão receber os medicamentos.
Entre os grupos que podem ser priorizados estão pessoas com obesidade grave, doenças associadas à obesidade ou indicação para cirurgia bariátrica.
Padilha disse que a oferta deverá ser feita de forma responsável, com critérios clínicos e acompanhamento médico.
“Queremos a medicação no SUS. Como direito”, declarou o ministro.
O protocolo deverá indicar quais medicamentos serão utilizados, quem terá acesso ao tratamento, por quanto tempo e quais serão os critérios para início e continuidade da terapia.
Projeto-piloto acompanha 250 pacientes
Uma experiência-piloto já é realizada pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. O projeto acompanha cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças. O estudo deverá avaliar a resposta clínica, a segurança e os custos do tratamento durante dois anos.
Os resultados serão usados pelo Ministério da Saúde para definir a viabilidade de uma oferta mais ampla na rede pública. A medida ainda não representa a distribuição nacional e imediata das canetas pelo SUS.
Para que as canetas sejam incorporadas de forma ampla ao SUS, o governo ainda precisa concluir o protocolo clínico, avaliar os resultados do projeto-piloto e definir o modelo de compra e distribuição.
Também será necessário estabelecer quais produtos poderão ser oferecidos, a população elegível e as condições de acompanhamento.
Até a conclusão dessas etapas, a oferta gratuita permanece restrita às iniciativas e aos serviços definidos pelo poder público.
SBT News
