Imagens Reprodução
Uma abordagem de rotina a um veículo suspeito desencadeou uma perseguição policial que terminou com um jovem de 18 anos morto, duas pessoas detidas e muito tumulto no bairro Monte Hebron, em Uberlândia. A operação mobilizou a Polícia Militar (PM), incluindo equipes do Tático Móvel, a Rondas Ostensivas com Cães (Rocca) e o apoio aéreo do helicóptero Pegasus.
De acordo com o boletim da PM, a ocorrência teve início quando os militares tentaram parar um carro suspeito que trafegava pelo bairro. Durante a abordagem, um dos ocupantes do veículo, que estava armado, fugiu a pé. Na tentativa de escapar do cerco, o indivíduo invadiu residências, pulando muros e subindo em telhados de propriedades vizinhas.
A movimentação alterou a rotina dos moradores e assustou a comunidade local. Por segurança, diversas ruas precisaram ser bloqueadas pela corporação, o que acabou comprometendo temporariamente o acesso a uma creche e a uma escola municipal da região.
Após buscas minuciosas, o suspeito foi localizado pelas equipes nos fundos de uma residência, posicionado sobre o telhado. Ainda segundo o relato dos militares, o jovem teria apontado uma arma de fogo em direção às equipes. Diante da ameaça iminente, os policiais reagiram e efetuaram disparos contra ele.
O jovem baleado foi socorrido de imediato pelos próprios militares, sendo encaminhado ao pronto-socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado na unidade de saúde.
Com o suspeito, a PM informou ter apreendido um revólver de calibre .38 com a numeração raspada e munições correspondentes com a arma. Na continuidade da ocorrência, os militares prenderam um homem de 22 anos por posse ilegal de munição de uso restrito e apreenderam um adolescente de 17 anos por ato infracional análogo ao crime de desobediência.
A morte do jovem gerou forte indignação entre moradores e conhecidos, que se revoltaram com a ação policial. Um grande tumulto se formou no bairro, com grupos de pessoas arremessando pedras contra as viaturas e tentando impedir o trabalho das equipes de segurança. Para conter o protesto e dispersar a multidão, os policiais precisaram utilizar gás lacrimogêneo e armamentos de impacto menos letal, como balas de borracha.
Familiares do jovem morto contestam veementemente a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a dinâmica do confronto. Diante do impasse e da gravidade dos fatos, o caso foi encaminhado e será formalmente investigado pela Polícia Judiciária, que deve realizar perícias e colher depoimentos para esclarecer todas as circunstâncias da ação.
Veja a reportagem completa:
