Operação Mens Occulta: PF desarticula organização criminosa voltada ao tráfico internacional de cocaína


Na manhã desta terça-feira (2), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma megaoperação para reprimir as atividades de um grupo criminoso especializado no tráfico transnacional de drogas. Batizada de “Operação Mens Occulta”, a ação mira uma rede criminosa sediada em Uberlândia, mas que se estende por outros estados do país. A ofensiva mobiliza um total de 230 policiais federais, que cumprem ordens judiciais de forma simultânea em Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Ao longo das investigações, a PF já havia aplicado duros golpes contra a estrutura da organização: em 11 flagrantes lavrados anteriormente, os agentes apreenderam cerca de 2,9 toneladas de cocaína, todas provenientes da região fronteiriça de Corumbá (MS).

Operação Mens Occulta | Polícia Federal

As ações foram autorizadas pela Subseção Judiciária de Uberlândia, da Justiça Federal TRF6. Ao todo, a operação cumpre 49 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão preventiva distribuídos por três estados brasileiros. Em Minas Gerais, as ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Uberlândia, onde se concentram 29 mandados de busca e apreensão; Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte. Já no Mato Grosso do Sul, a ofensiva ocorre nos municípios de Campo Grande e Corumbá; enquanto no Espírito Santo os policiais federais atuam na cidade de Cariacica.

De acordo com relatórios de inteligência financeira obtidos pelos investigadores, o grupo é suspeito de movimentar expressivos R$ 70 milhões em valores sem lastro num período de apenas cinco anos.

Para dar aparência de legalidade ao dinheiro oriundo do narcotráfico, os criminosos utilizavam empresas de fachada. Com os lucros lavados, eles adquiriam um patrimônio de alto padrão que incluía ranchos, apartamentos, embarcações, veículos e até cavalos de raça. O líder da organização criminosa já possui passagens anteriores por tráfico de drogas.

Os alvos da ação policial poderão responder judicialmente pelos crimes de tráfego internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O nome dado à operação, Mens Occulta, significa “mente oculta” em latim. Trata-se de uma referência direta ao sofisticado modus operandi adotado pelo chefe do grupo: ele agia de maneira discreta e estratégica nos bastidores, sempre operando às ocultas para evitar expor a si mesmo e a sua própria família às autoridades.