Operação policial conjunta bloqueia R$ 2,4 milhões oriundos de tráfico e lavagem em MG e GO


Na manhã desta quinta-feira (16), uma força-tarefa de segurança pública desarticulou as bases financeiras e operacionais de um grupo suspeito de liderar uma rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com atuação interestadual. A Operação Tekel, como foi chamada, foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) em parceria com a Polícia Civil de Goiás (PCGO).

Ao todo, os policiais saíram às ruas para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária, além de diversas ordens de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente em três municípios: Uberlândia, Itumbiara (GO) e Bom Jesus de Goiás (GO).

Para reprimir o braço financeiro da organização criminosa, a Justiça autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros de alta magnitude. As contas bancárias de cada investigado sofreram restrições que podem alcançar o limite individual de até R$ 2.444.684,21.

As investigações que culminaram na operação foram iniciadas ainda no ano de 2025. No decorrer de sua execução, as equipes de inteligência mapearam a fundo o funcionamento do bando e reuniram provas contundentes de uma estrutura bem organizada.

A quadrilha apresentava uma nítida divisão de tarefas e operava de forma interestadual. Para ocultar a origem ilícita dos lucros do tráfico, o grupo utilizava contas de terceiros e realizava movimentações de dinheiro que eram incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos membros à Receita Federal.

Os trabalhos investigativos devem continuar com o objetivo de identificar outros envolvidos e esclarecer todos os detalhes da dinâmica financeira do grupo.

A força-tarefa FICCO/MG, que coordenou a ofensiva em Minas Gerais, reúne os esforços integrados de cinco órgãos de segurança fundamentais: a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) junto à Polícia Penal de Minas Gerais, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).