Imagem | Polícia Federal
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO-MG), em uma ação conjunta com a Polícia Federal e forças de segurança de diversos estados, deflagrou nesta terça-feira (12) duas grandes operações simultâneas. Os alvos são organizações criminosas especializadas em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
As operações, batizadas de “Rota Andina” e “Paper Stone”, mobilizam cerca de 200 policiais em uma ofensiva que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Amazonas e Maranhão.
Para desarticular o esquema financeiro e operacional dos grupos investigados, a Justiça autorizou a aplicação de medidas severas, que incluem a expedição de 22 mandados de prisão e o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão em residências e empresas. Além disso, a ofensiva determinou o congelamento de aproximadamente R$ 98 milhões em bens e valores, visando enfraquecer o poder econômico das organizações criminosas.
As investigações apontam que o Triângulo Mineiro era peça-chave na engrenagem criminosa: os grupos mantinham ramificações estratégicas principalmente em Uberlândia e Ituiutaba.
Para mascarar a origem do dinheiro e facilitar a logística das operações, os criminosos utilizavam empresas de fachada como negócios fictícios para movimentar capital ilícito, além de “laranjas” para ocultar os verdadeiros donos do patrimônio. Somado a isso, o grupo fazia o uso de aeronaves, que garantiam o transporte ágil de grandes carregamentos de entorpecentes entre os estados.
Um dos fios condutores da operação surgiu no ano passado, após uma apreensão impactante no interior de Goiás. Na ocasião, as autoridades interceptaram uma aeronave carregada com 470 kg de cocaína, o que permitiu o rastreamento da rede de logística e financiamento que culminou nas ações desta terça.
As operações ainda seguem em andamento ao longo do dia. Todo o material apreendido, que inclui documentos, dispositivos eletrônicos e possíveis veículos de luxo; será encaminhado para análise detalhada da Polícia Federal e da FICCO para o prosseguimento dos inquéritos.
