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A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava a execução de Gabriel Mourão, de 24 anos, que foi morto a tiros dentro de sua própria barbearia no início deste mês, em Araguari. O caso, que chocou a comunidade local, foi encerrado com o indiciamento de cinco pessoas por crimes que, somados, podem render até 84 anos de reclusão.
O homicídio aconteceu na noite do dia 4 de junho, no estabelecimento da vítima, localizado na Avenida Mato Grosso, no bairro Paraíso. Segundo as investigações, a ação criminosa foi minuciosamente planejada.
Logo após efetuar os disparos que tiraram a vida de Gabriel, o executor fugiu em um veículo. Pouco tempo depois, o automóvel foi abandonado e incendiado em uma tentativa de destruir evidências e dificultar o trabalho dos peritos.
Graças a um trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar, a resposta ao crime foi imediata: logo após o homicídio, quatro suspeitos foram presos em flagrante, sendo dois homens de 20 e 22 anos e duas mulheres de 20 e 21 anos. Um dos investigados foi localizado pelas equipes policiais escondido em uma área de mata fechada, bem próximo ao local onde o carro utilizado na fuga havia sido incendiado.
Durante as investigações, as autoridades apreenderam um revólver, que foi a arma utilizada no assassinato; além de dois veículos, cinco aparelhos celulares e dois cartões de memória.
A análise do conteúdo dos eletrônicos apreendidos, somada aos depoimentos colhidos ao longo das semanas, foi fundamental para o avanço do caso: cruzando os dados, a Polícia Civil identificou a participação de um quinto indivíduo no crime. A Justiça acatou o pedido dos delegados e decretou a prisão preventiva deste último suspeito, que agora se junta aos demais no banco dos réus.
Os cinco investigados foram indiciados e responderão por uma série de crimes graves. As penas somadas assustam e mostram o rigor que o caso deve tomar, uma vez que os suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado, organização criminosa ultra violenta e receptação.
Todos os suspeitos permanecem presos e à disposição da Justiça. Até o momento da conclusão do inquérito, a motivação do crime não foi divulgada pela Polícia Civil.
Gabriel Mourão havia escolhido Araguari para viver e morava na cidade havia seis anos. Ele havia realizado o sonho de inaugurar a própria barbearia cerca de oito meses antes de ser assassinado. O corpo do jovem foi transladado e sepultado em Tocantins, sua cidade natal, sob forte comoção de familiares e amigos.
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