Imagem | Polícia Civil
Dez suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude milionária no Triângulo Mineiro foram indiciados pela Polícia Civil de Minas Gerais. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Rurais com sede em Araguari, permitiram desarticular a estrutura criminosa dedicada à adulteração de cargas de fertilizantes de alto valor comercial na região.
Conforme apurado pela polícia, as ações ilegais causaram prejuízos superiores a R$ 1,5 milhão a empresas fabricantes e transportadoras do setor agrícola. Os levantamentos policiais revelaram que o centro logístico e operacional do grupo criminoso funcionava em um galpão situado às margens da rodovia MG-414, no município de Araguari.
O esquema funcionava de maneira articulada por meio do desvio de rota, em que caminhões carregados com fertilizantes puros desviavam de seus trajetos originais e seguiam diretamente até o imóvel clandestino.
Para burlar a fiscalização e impedir que as gerenciadoras de risco e seguradoras detectassem a parada não autorizada, ocorria a fraude em rastreadores, onde os motoristas cooptados desacoplavam os equipamentos veiculares e os entregavam a um integrante do grupo que permanecia em um posto de combustíveis, simulando que os veículos continuavam parados no estabelecimento enquanto a carga seguia para o galpão.
Por fim, era feita a adulteração no chão, local onde parte do fertilizante puro era descarregada e misturada, diretamente no solo, a insumos de menor valor econômico com o auxílio de máquinas pesadas, como pá carregadeira e empilhadeira, sendo o produto reensacado em bags com lacres violados em seguida.
O adubo adulterado era, posteriormente, entregue a produtores rurais, enquanto a fração pura retirada das cargas era comercializada separadamente pela quadrilha para maximizar os lucros ilícitos.
Durante o andamento da operação, as autoridades apreenderam um montante expressivo de materiais e equipamentos utilizados na fraude, incluindo mais de 125 toneladas de fertilizantes e insumos, uma pá carregadeira avaliada em R$ 330 mil, uma empilhadeira avaliada em R$ 75 mil e um caminhão avaliado em R$ 420 mil, que era utilizado no transporte da carga fraudada.
