Polícia

Delegado da Polícia Federal de Uberlândia comenta a respeito da Operação Domiciano

Enviado por: Augusto Ikeda 28/06/2017

O Delegado do Departamento da Polícia Federal de Uberlândia, Carlos D’Angelo, em entrevista para a TV Vitoriosa, comentou a respeito da Operação Domiciano, que prendeu 15 policias rodoviários federais e quatro empresários por corrupção.

Todos os envolvidos já foram presos e encaminhados para um presídio em Belo Horizonte, onde já prestaram depoimento. Mas o delegado afirma que as oitivas não significam que as investigações chegaram ao final.

“O próprio desenvolvimento e as características da investigação nos permite já afirmar que outros novos inquéritos surgirão, sem prazo determinado para concluir (sic)”, disse D’Angelo.

A investigação já conseguiu transcrever diversas conversas por telefone entre os policiais e empresários, nas quais eles criavam situações para conseguir obter lucro.

Segundo D’Angelo, o grupo já fazia abordagens irregulares há anos e que ainda será necessário um tempo para precisar a quantidade de dinheiro desviada pelos policiais e empresários.

“Nós não temos ainda como calcular. Talvez, no decorrer das investigações, cheguemos perto de um número. Mas é muito difícil, pela quantidade de policiais, pelas variadas formas de atuação e pelo longo período que estavam nas estradas cometendo esse tipo de crime”, disse.

Entenda o caso

Na madrugada do último dia 22 de junho, a Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriu 19 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão, contra 15 policiais rodoviários estacionados em Uberlândia, Araguari e Monte Alegre de Minas, mais quatro empresários.

Os policiais são suspeitos de praticar atos de corrupção contra usuários das rodovias BR 365, BR 050 e BR 153. Eles solicitavam propina de motoristas que trafegavam de forma irregular, deixando de lavrar auto de infração e demais sanções administrativas cabíveis.

A Operação foi deflagrada após sete meses de investigação, e partiu de denúncias feitas a partir da corregedoria da própria Polícia Rodoviária Federal.

Informações no local: Carlos Vilela

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